Temporada 3 · Episódio 02

    Transformação Digital

    Apresentado por Marcela Sperduti, Maurício DePaula, Alex Fornazari e Julio Mello. Convidados: Tiago Caserta. Duração: 35 minutos.

    Capa do episódio Transformação Digital do podcast aFirma

    Neste episódio da aFirma, recebemos Tiago Caserta, executivo de tecnologia, empreendedor e especialista em inteligência artificial e engenharia de software, para uma conversa sobre o lugar que a tecnologia passou a ocupar dentro das empresas e, principalmente, sobre o que acontece quando a velocidade da inovação é maior do que a nossa capacidade de incorporá-la.

    Transcrição completa do episódio7.506 palavras+

    Olá, eu sou Alex Fornazari, consultor e executivo. Olá, eu sou Marcelo Esperdute, consultor e comunicadora. Sou Júlio Gomes, consultor e facilitador. E esse eu afirma um podcast de conversa sobre gestão, comportamento e carreira. Aqui a gente fala sobre o mundo do trabalho a partir de dilemas reais, pontos de vista diferentes e dilemas existenciais da vida corporativa.

    Bom, eu vou ser aqui com a gente, deixe seu like, comente e compartilhe esse vídeo. Na conversa de hoje nós estamos aqui com Tiago Caserta. Seja bem-vindo. Bem-vindo, te abor. Prazer tê-lo aqui conosco, hein. Obrigado, obrigado pelo convite, pessoal. O Tiago é um executivo de tecnologia, é empreendedor, é especialista em IA, engenharia de software, estudou na USP, estudou no MIT, fundou empresas como Cumulus e MoviStacks, que foram adquiridas por grandes grupos.

    Atualmente ele lidera muitas iniciativas de IA e parcerias com a Magalu, autor de alguns livros como transformação digital desmistificada que ele trouxe aqui de presente pra gente e inteligência artificial desmistificada, que acho que é uma coisa muito... Vai sair em breve. Muito importante, então fiquem atentos. Trouxemos o Tiago hoje para uma pauta o papel do TI nas empresas.

    Às vezes é o Help Desk, às vezes é a galera que tá programando, a gente se enqueia os robôzinhos, as casas do Jumbo. Às vezes os replicantes da empresa ou enfim, todo mundo se pergunta, não consegue explicar necessariamente uma área tão complexa, num departamento tão complexo nas empresas, que a gente tá aqui pra discutir um pouco sobre isso, vivências que tivemos e vou começar com uma pergunta.

    Qual o papel estratégico do TI hoje nas empresas? Vixi, boa pergunta. Já voadora. Eu acho assim que hoje a tecnologia, eu diria que ela é quase núcleo de qualquer empresa, porque a gente usa a tecnologia em coisas que talvez as empresas ou pessoalmente falando não percebam. O RP que você usa, o CRM que você usa, a planilha do Excel que você tá usando no seu computador e coisas que as vezes a gente não enxerga, né?

    Por exemplo, a gente tá falando aqui um pouco das áreas, os segmentos que vocês às vezes suportam com construtoria estratégica. No ramo farmacêutico é comum você ter a figura do propagandista, né? E esse cara vai ou com um tablet ou com um celular, visitar médicos e tal. Cara, existe tecnologia pra fazer gestão, governança desses devices na rua.

    Então eu sei, por exemplo, que o propagandista João, ele tá com um celular XPTO, eu consigo gerenciar se, por exemplo, ele pode ver um tipo de arquivo ou não, se tem algum tipo de antivírus ou não pra aquele device, coisas do tipo. Então isso faz parte do papel da tecnologia e a gente meio que depende disso, mas a gente nem vê muitas vezes, né?

    Desde que você falou do helpdesk, do cara que vai ajudar a estravar o outlook, que não tá saindo e-mail e coisas do tipo, até coisas extremamente estratégicas, que, por exemplo, criar novos canais de atendimento ao cliente, né? Então poderemos dizer que o TI tá saindo do back office e indo por front office. É, eu acho que sim.

    E até assim, entrando em áreas de negócios, que esse foi o grande ponto de inflexão das empresas que se revolucionaram com tecnologia. Entender que tecnologia não é só uma área de suporte, mas uma área estratégica. E aí a gente falou um pouco antes sobre Shadow IT, etc. Shadow AI que tá acontecendo muito agora, mas aconteceu muito isso.

    Como era uma área de suporte? Até hoje, infelizmente, algumas empresas enxergam como uma área de burocracia. Então assim, na maioria das vezes, apesar de sim ser um pouco burocrático por uma questão de governança, você acaba tendo talvez um melhor aproveitamento de coisas que você não vê agora, mas no futuro fazem mais sentido.

    Por exemplo, a integração, integrar com outras coisas da minha empresa. Você tocou num ponto que é esse ponto que eu acho que é o mais interessante dessa nossa conversa hoje, que é a integração da tecnologia em negócios, que às vezes são negócios que viam a tecnologia como meio e não como fim. Banco, varejista, indústria de transformação.

    Era o típico, a tecnologia é o real p10, que é o TI. Exato. Manufaturas. É, manufaturas, é. Exato, né? Muito. Como é que você vê essa mudança, essa virada de chave, né? Porque as empresas agora que não se transformarem do ponto de vista de tecnologia, de digital, já estão para trás faz tempo, né? Como é que a tecnologia entra dentro do Cora agora, da estratégia da empresa, empresas que não tinham a tecnologia no centro?

    Eu acho que até um pouco relativo esse lance de algumas ficaram para trás ou não, porque isso também tem uma relação direta com o setor que ela está. A varejista, por exemplo. Não, varejista, sem dúvida. Carar controvérsias, assim, eu não vou citar especificamente aqui os concorrentes do Magalu, mas, por exemplo, existe uma empresa do interior de São Paulo, que é bem grande, e, estratégicamente, eles decidiram não ter commerce, eles só têm lojas físicas.

    É uma empresa mais familiar, talvez algumas dezenas, talvez algumas centenas de lojas espalhadas no Brasil, e é uma decisão puramente estratégica. Agora, isso do ponto de vista de escala, mas, por exemplo, é uma empresa de capital fechado. Então, quando você olha para empresas que têm uma obrigação com o acionista, ou uma obrigação com outros take holders de se perpetuar na linha do tempo, e, na verdade, trazer cada vez mais valor para o cliente final e, consequentemente, para o acionista, vamos dizer assim, é a razão principal de empresas, né?

    Resistirem. Eu preciso me transformar, porque as pessoas se transformam. Hoje, por exemplo, vamos pensar no nosso comportamento como ser humano, que eu acabo citando muito no meu livro. 20 anos atrás, 15 anos atrás, quando a gente precisava pegar um carro, aqui do local que a gente está aqui gravando o podcast, até, sei lá, o Aliens.

    Cara, às vezes tinha que chamar com uma hora, duas horas de antecedência, uma cooperativa de táxi, e esperar esse carro chegar, se ele chegasse. Porque eu corri o risco assim, eu não tinha como contatar o motorista, não sabia onde ele estava, etc. Hoje, se demorar mais de cinco minutos para um carro parar aqui na porta, eu já comecei a ficar irritado.

    Dá ruim, dá ruim. Isso é uma mudança de comportamento, ou seja, que afeta todos os negócios. E o varejo, querendo ou não, ele está mais na ponta. Então, quanto mais na ponta o relacionamento com o cliente, quanto mais bit.uc, mais esse tipo de efeito eu vou sentir. E aí, obviamente, formas de eu passar a fazer parte desse novo modelo, desse novo ecostema, é através da digitalização, porque foi assim que esses mutanças cotidianas aconteceram.

    Sabe uma reflexão que me vê na cabeça, né? Do começo da conversa, o TI começou ali na década de 90, 2000, na velha economia. O que transformou a velha economia foi o TI. O digital, vamos colocar assim, não foi só a tecnologia da informação, mas foi a digitalização. Perfeito. E ao longo dessa jornada, a gente entrou na nova economia.

    A indústria 4.0, como a gente chama, né? E aí, começar a ver com vários conceitos, né, para explicar toda essa mudança. E a gente chega nesse momento da história, fazendo reflexões de ainda dizer, se devemos incorporar isso ou não, como foi o exemplo do varejista que você colocou. Lá na consultoria, lá na TPG, o que a gente está vendo é assim, as empresas que estão à frente da transformação digital e as que não estão fazendo nada, o gap entre elas está crescendo muito rapidamente.

    Então, por decisão estratégica, aquele varejista decidiu não entrar em commerce, porque não é só entrar. E apesar da tecnologia hoje estar acessível, porque tem vários aplicativos que são SaaS, antigamente, tinha investimento milhões de reais num RP, por exemplo. E hoje está totalmente acessível. Então, você democratizou o acesso, as empresas conseguem ter acesso, mesmo as pequenas que não tinham.

    Mesmo a startup está nascendo hoje. Mesmo assim, tem empresas que decidem não seguir em frente. Então, eu achei esse o primeiro fato. Mas o gap, o que ele mostra para a gente é que vai existir uma terceira onda de seleção natural, que vão ser as empresas que incorporaram e que sabem lidar com isso. E para saber lidar com isso, são das pessoas performando e usando a tecnologia em prol do negócio.

    Isso está acontecendo nos diversos clientes que você atua. As pessoas estão preparadas para isso? Estão conseguindo aplicar isso no dia a dia? Esse é um ponto interessante, porque assim, você pega a Magalu, hoje eu sou executivo da Magalu Cloud. Teve uma pessoa por trás, inicialmente, lá em 2000, sei lá. No caso do Fred, que quando ele entrou para, de fato, atuar dentro do Magalu, ele entrou com um projeto específico, que era o eCommerce.

    E aí, ele montou o Luisa Lab, se tornou a área de tecnologia hoje, área de tecnologia do Magalu, que é referência. Tem mais de 2000 desenvolvedores ali dentro. Então, é isso. Geralmente, qualquer tipo de mudança é impulsionado por uma visão estratégica. Concordo 100% com você na fala de que depende das pessoas. Depende 100% delas.

    Então, para quem, por exemplo, tem uma definição de eu não vou pro eCommerce, eu vou só ter varejo. Cara, é uma definição estratégica, seja do patrônio da família, que definiu que não vou concorrer com esses grandes, seja efetivamente de uma consultoria estratégica que eles trouxeram e falaram, olha, eu acho que é melhor vocês aproveitar esse caminho.

    As pessoas dentro dos negócios, no geral, encharam uma tendência natural de querer evoluir como negócio. Como eu te falei, gerar mais valor pro acionista, etc. A questão maior, na minha opinião, muitas vezes falta de conhecimento. E aí, por isso que é importante, seja a consultoria estratégica, seja efetivamente pessoas com uma visão muito mais aguçada, com uma visão tecnológica pra conseguir implementar esse tipo de cultura.

    Eu tenho um ponto pra adicionar nisso que vocês estavam falando, também de experiências passadas. Já o fato de crescer por aquisições, ter IRPs diferentes, ter CRM diferentes empresas que foram compradas que eram Juro Excel, era Desesperador, a questão. Tinha uma figura nova que tinha sido colocada, Chief Transformation Officer, no meio do caminho, quando foram colocadas, ok, qual vai ser o CRM que vai ser usado pelo pulo, pelas unidades de negócios, qual vai ser a estratégia por trás?

    Foi uma coisa meio de cima pra baixo, mas assim, quem vai usar no cotidiano? Um metade do time de vendas, não me lembro de qual país que era, não colocava as informações direto no CRM, era como... Mas era... Mas pode ser qualquer país, nenhum vendedor coloca outras coisas. Mas daí, você vai fazer formação, você vai fazer formação, mas a coisa embaixo é onde pega realmente.

    Se na transformação digital, qual é o papel dos líderes do mid-domen, de management, etc., pra fazer a coisa, acontece que senão você vai ter um monte de tecnologia que é utilizada 30%, você gasta um monte de dinheiro. Primeira resposta, assim, é a mais óbvia, e eu falo isso bastante nesse livro, é envolver as pessoas, assim.

    Elas precisam fazer parte de um movimento, assim, você tem que sentir parte daquilo. Quando você não sente parte de uma determinada grupo, ou de uma determinada iniciativa, naturalmente você, cara... Por que? Por uma festa, putz, eu não faço parte dessa vibe, não tá... Cara, você vai embora, né? Você não tá entendendo o que tá acontecendo, você tá entendendo.

    Então você faz a coisa do jeito que dá, ou nem faz, e quando, né, vê você já nem tá participando mais daqui. Exato. E eu acho que a gente tá passando uma fase, agora, um momento, que é outro ponto de inflexão, pensando nas revoluções industriais, até, né? Não sei se a gente, daqui 20 anos, vai chamar de Quinta Revolução Industrial, eventualmente, né?

    É uma extensão da quarta, no aspecto de que ainda, tão falando de tecnologia, né? Que foi impulsionado por computadores, internet, robótica, dados, big data, etc. Mas, assim, o grande aspecto aí é... É isso, assim, as pessoas, elas, naturalmente, quando algo muito novo chega, ou com uma iniciativa muito visionária, ela fica num lugar de defensiva, assim.

    Infelizmente, cara, vai acontecer movimentos, como a gente tem visto no mercado agora, que são layoffs, mas muito gerado pela eficiência. Como aconteceu na segunda revolução industrial, a terceira revolução industrial? O cara que costurava, né, no Teara, ali, numa empresa teixo, ele teve que aprender contabilidade, eu teve que aprender da teleografar.

    Então, teve uma mudança. O que acontece é que agora, mesmo os trabalhos mais intelectuais, eles também estão sendo substituídos, né? E aí, esse é o grande ponto. Como fazer... Porque, assim, a transformação básica do tipo, eu vou implementar um RP, vou implementar um CRM. Cara, é super fácil. Vou envolver o time de vendas, vou conversar, vou perguntar quais costumizações faz sentido, como que eu faço para deixar a sua vida mais fácil, para você preencher o CRM todas as vezes que você puder.

    Agora, quando a gente fala de você vai me ajudar a implementar um projeto que talvez se substitua, a coisa fica um pouco mais difícil. Que complica, hein? Aí é um top down, porque a velocidade é muito rápida. Com exceção de algumas coisas, por exemplo, a meta, nesse momento, ela está fazendo um experimento nos anos próprios funcionários para fazer atividades que eles sabem que serão substituídos pela AI.

    Então, assim, é para realmente entender o que é feito, e aí, assim... E também para ajudar a máquina que está a prender também, né? É, também. A gente está convergindo aqui numa história de que tem, tá sumido a um protagonismo em diferentes setores econômicos, né? Por uma questão óbvia, Pela avanço da tecnologia. Mas você já viu que aconteceu o contrário?

    Quando esse protagonismo é muito grande e ele tira o negócio, tira a empresa do Focus Central, já vira acontecer muito isso? Por exemplo, a gente falou do CRM, falou de sistemas, de RPs e tal. Às vezes a empresa coloca uma energia absurda em cima disso, e as novas posições, o CTO, o CIO, agora o CIAIO, tem uma fragmentação de poder, porque o protagonismo de tecnologia acendeu.

    Você já veram da ruim? Cara, eu acho assim. Você tem dois tipos de implementações e estratégicas de tecnologia. O awareness do tipo, cara, olha o que eu estou fazendo, saindo a valor econômico, saindo no Brasil Journal, contratamos um CTO, que aconteceu muito nos últimos anos, assim. Cara, eu sou uma empresa de, sei lá, sou um...

    uma transportadora, agora tem um CTO, né? Sendo que CTO historicamente sempre foi de empresas de software. Exatamente, exerção. Tipo, o Microsoft tem CTO, sei lá, o Anthropic tem CTO, são empresas que estão criando tecnologia efetivamente, e precisam ter uma visão arquitetura. Então, nessas empresas, era muito mais um papel do tipo, cara, temos esse chapéu, e aí o cara fala, meu, e aí, o que eu faço aqui?

    É, cara, então, não sei, vou implementar um RP, vou implementar um CRM, vou implementar um sistema de tracking, né, de rastreamento de caminhão. Cara, isso é o CIO que faz, o plataforma já existe, né? Geralmente, esses papéis se confundiam muito por causa da comunicação. A mesma coisa acontece agora com o TIF AI Officer, como era com cientistas de dados há cinco anos atrás.

    Toda empresa fala, não, preciso de cientistas de dados, preciso de cientistas de dados. Aí chegava cientistas de dados, cara, o cara ficava sentado, porque ele não tinha nenhum dado pra trabalhar. O que a empresa não pensou, que precisava de um data lake, precisava estruturar os dados, fazer uma ingestão de dados, criar uma estrutura de big data, pra esse cara, efetivamente, começar a trabalhar com insights a partir dessas informações.

    Então, é isso, acho que tem um pouco dos dois. Quem fez passos estratégicos em direção de realmente trazer pessoas estratégicas que faziam sentido, aí, beleza. E aí, cara, eu tenho que citar o Magalu de novo, porque eu tô lá dentro, mas assim, o Magalu, junto com o time do Caio, o Fred, o Fatala, estavam muito envolvidos, mas criaram o cérebro da Lua no WhatsApp, que é hoje um canal super relevante de aquisição.

    Então, hoje um cliente, ele entra no WhatsApp, e ele não precisa nem pro site, ele faz tudo pelo WhatsApp, que é hoje uma ferramenta, que tá sei lá, na mão de 97% dos brasileiros. Mas esse não desviou do core, né? Não desviou do centro, não ser um varejista, né? Exato. Ao passo que, assim, hoje, por exemplo, se você for pensar, o Magalu fez um movimento tá parecido com o que a Amazon fez nos Estados Unidos, a gente tem o Magalu Cloud.

    Então, hoje o Magalu pode ter... Já vai pra infra, né? É, a gente tá olhando a foundation, mas existe uma correlação com o core, que é o seguinte, o grupo Magalu, que é Magalu, NET Show, Zé Pica Cosméticos, uma porrada de empresas, a gente consome muito infraestrutura de cloud. Pra que que eu vou consumir muito de outros hyperscalers?

    Se eu tenho um potencial gigantesco de fazer isso com o meu expertise e oferecer isso pra outros clientes. Tem ganho de escalar, repassar. E eu sei mais do que entre clientes, por exemplo, só na Magalu Cloud. Eu vou rebater a coisa da comunicação aqui, porque acho que ela foi reduzida ao fato de instrumentalizar pra ter notícias, pra ser notícia do ponto de vista organizacional, e daí seria mais comunicação institucional do que branding, puro no caso, né?

    Eu acho que a comunicação, e eu sempre falo que o grande time do meu coração é o TI. Se você tem uma empresa, acho que bem estruturada, e que usa dados, e usa informação de forma correta, a comunicação, seja ela dentro do marketing, ou separada, ela bebe muito um bom departamento de TI. Eu não teria sobrevivido nas minhas experiências, os pregressos.

    Tem um bom time de TI, não como suporte, mas como o... ali dando a coluna vertebral. E eu acho que, ainda infelizmente, vejo muito isso. Tamo todo mundo trabalhando junto, eu vou usar tudo que a tecnologia da informação pode me dar, tudo que pode ser feito com a tecnologia dentro de uma empresa. E o TI também tem um papel, ainda mais esse momento de movimento pra era da Yavam, chamar-se assim, né?

    Que ele tem uma visão muito histórica do que existe em termos de tecnologia dentro de uma empresa. Por exemplo, eu tava falando com um grande amigo do setor jurídico, tem um dos maiores escritórios do Brasil. A gente tava falando de GED, que é a gestão de documentos eletrônicos, que grandes escritórios usam ferramentas americanas.

    E aí a gente tá falando, putz, sobre o uso de legisficial, talvez um GED mais específico pro departamento jurídico, com o aplicando IA. Mas, cara, você não consegue criar isso sem ter, por exemplo, a base do que a TI já tá usando há 20 anos. E ele sabe as dores que as pessoas têm. Então, não adianta também ouvir aqui e falar, puta, eu vou criar agora um mega produto.

    É, porque tem o legado aí, né? AI powered. E mais do que o legado, você já tem uma experiência de uso atual que, cara, você precisa transportar pra uma nova ferramenta, mesmo que esteja aplicando IA na ferramenta, entende? Porque no fim mesmo que a IA esteja sendo utilizada, cara, você precisa de um advogado ali assinando qual o BD, entendeu?

    Então, assim, no fim do dia é um pouco disso também, as pessoas, elas, se eu entender que a TI, ela tem um papel de ajudar nesse momento de transformação. Memória histórica. Memória histórica, por exemplo. Eu quero antecipar o Bodi na sala, que é a história do Shadow AI. A gente falou um pouquinho no começo do episódio, mas isso é uma dor de cabeça grande pra todas as organizações, né?

    No momento atual que a gente tá vivendo, 99% das organizações estão passando por esse problema. Vamos explicar pra todos aí que é Shadow AI. A IA é quando você usa uma IA da sua preferência, ou Cloud, ou GPT, ou qualquer outra IA dentro da empresa, com o seu login, com o seu usuário, usando às vezes dados da empresa, usando contextos da empresa, que são dados sensíveis da empresa.

    E perigo, hein? Sim, né? E você tá usando lá pra produzir aquele e-mail, produzir aqueles decade slides pra apresentar pra diretoria. Quem nunca fez isso? Como é que uma empresa lida com isso hoje? É uma puta dor de cabeça, hein? Quem disser que tem a resposta pra isso também é cara assim. Não tem resposta. Tá mentindo.

    Por que que acontece? Meu exemplo interno hoje é algumas ferramentas de IA são bloqueadas pela empresa. Então, se o computador é da empresa, que é o TRI que eu falei, o TRI tá ali pra garantir governança. Ah, mas é burocrático? Não, cara, ele tá querendo garantir governança justamente pra você não ter vazamento de dados.

    Segurança? Existem coisas que muitas vezes a gente, no nosso pequeno espaço, no nosso pequena bolha, a gente não tem visibilidade como aquilo afeta a vida de uma empresa. Por exemplo, você falar de LGPD. Cara, se você não tratar os dados dos seus clientes da maneira correta, cara, as multas chegam a 50 milhões de reais.

    Então, pra um Magalu, 50 milhões de reais é bastante dinheiro, mas não é tanto quanto, por exemplo, uma empresa, cara, pequena média que vai quebrar. Vai quebrar. Entendeu? Então, assim, o ponto principal é as empresas conseguem implementar muito, né, impulsionadas pela TRI tradicional, né, de governança. Bloqueios. Só que seu celular pessoal não consegue bloquear.

    Seu computador pessoal não consegue bloquear. É óbvio que eu posso ter nível de governança e auditoria pra saber se você mandou um e-mail pro e-mail seu pessoal, pra, não sei lá, pegar uma sonhila e jogar pro seu... Mandou um screenshot. Dá pra fazer esse tipo de coisa, mas assim, isso são medidas muito mais reativas na maioria das vezes do que proativo.

    Então, eu tenho uma visão de ser mais aberto a aceitar as coisas sob meu controle. Aceita que dói menos. Mas esse é o ponto, assim, é... Eu prefiro, talvez, criar um ambiente controlado em que as pessoas tenham uma certa liberdade e isso é totalmente factível de ser implementado com um certo nível de governança. Quando você proíbe o que muitas empresas fizeram, né, e tem feito ainda, não permito chat e PT.

    Cara, o que que vai acontecer? O cara não vai usar um negócio que vai fazer o trabalho dele sair de 8 horas por dia pra 1 hora por dia? Pra ele ganhar eficiência e o trabalho dele ser melhor do que ele faz. Mas aí eu vou contrapor aqui. Será que o trabalho tá saindo de 8 horas pra 1 hora por dia? Esse é um bom contraponto.

    As pessoas estão trabalhando mais por causa da IA, porque elas estão mais eficientes. Então ela consegue fazer em 8 horas muito mais coisas do que ela faria e ela fala, cara, vou fazer mais. E aí esse é um outro problema que tá acontecendo. Você tá gerando expectativas erradas nos stakeholders que estão pra receber o seu resultado.

    Você faz uma constoria. Você vendeu uma constoria de uma semana. Cara, você entrega uma constoria em 2 dias. O que o cara espera na próxima constoria sua? Que vai cobrar menos, você vai pagar menos. Você vai cobrar 2 dias? É, lógico. Entendeu? A gente tá sentindo na pele, né? É, é, exatamente. Quem não, né? Então assim, sim, você está sendo mais rápido, mas isso gera uma mudança de perspectiva de valor pelo tempo que você dedica o naquilo.

    E consequentemente, você quer fazer o quê? Você quer usar a mesma semana pra entregar um trabalho muito melhor do que você entregaria. Ter uma semana só manual. E eu me vejo nesse contexto aí, porque realmente, o ganho de produtividade, a gente tá alocando em profundidade. Profundidade. Limites que antes a gente desconhecia.

    Então chegava no limite analítico, o que o meu cérebro seu e os dois colegas aqui eram capazes de processar. E isso saía como uma recomendação ao trabalho do cliente. Hoje, cara, esse é... O estábão em certo, porque ele tem que fazer pra funcionar. E outras coisas, coisas que não são virtudes, vai fraquezas que, por exemplo, no meu sócios tem, de, sabe, montar um PowerPoint decente, que os caras vão só usar o Times New Roman, fundo branco.

    Você fala, deixa eu faço pra você. Tá aí, pronto. E aí, eu já criei, já treinei lá, meu, Colour, lá na minha cor, fazer um trabalho 50% que é deixar as coisas diagramadas, e depois eu dou meu talento ali, porque eu desenvolvi essa habilidade. Porque, cara, se eu depender de alguém, é mais um custo que eu vou ter que pagar pra montar um PowerPoint.

    Mas, fala mesmo, fica pra mim, né? Mas olha que interessante essa coisa, 15 anos atrás, ninguém é pensar na UTI, dentro da cadeia de valor, do produto, e da empresa, em geral, gerando valor, né? Pra tudo isso que a gente tá falando. E aí, é o outro problema, que é o seguinte, muito se falava do MVP, do Minimo Viable Product, o Minimo Vendável, né?

    Porque assim, do dia, cara, que que é o viável, mas o que que é o vendável? Protovisão, mas, cara, isso aqui vai ser vendido, o projeto, né? Então, o cara vai dizer, não, mas tem um... Não, cara, o client, isso aqui, isso aqui, qual que é o problema? Às vezes, ele chegou, naquele momento, de valor suficiente, pra ser vendável, mas ele quer fazer mais.

    Por quê? Porque tá mais rápido de fazer. E aí, o que tá acontecendo, também, as pessoas, elas estão ficando travadas, porque eu quero mais, eu quero mais, e ela vai fazendo, vai fazendo, vai fazendo. Cara, quando ver, passou um mês, o tempo que ela podia tá, gastando em, testar o mercado, e vender, e fazer, ela tá perdendo, muitas vezes, criando mais coisas, e aumentando complexidade.

    E aí, o que eu ia trazer, economia real, concordo. Tecnologia, quando a gente fala de startup, a tecnologia, ela é a base. Ah, sim. E aí, Ah, com certeza? E eu gosto muito, daquela frase, o Starbucks que usa, que nós não somos uma, empresa de, de, de, café, né? Nós somos, uma empresa que vem de, bem estar, coincidentemente, a gente serve café, e é um pouco disso.

    Acho que as empresas, que, usam a tecnologia como base, elas se estão, se estão se transformando, muito mais, uma, uma empresa de tecnologia, que, eventualmente, tá num determinado segmento. Talvez o Magalor, seja mais uma empresa de tecnologia, que, coincidentemente, tá em varejo. Óbvio, o varejo tem, todas as suas outras complexidades, logística, pagamento, etc.

    Mas aí, você pode ver, você tem Magalog, você tem Magalopei, que são empresas de tecnologia, que foram derivando dessas necessidades, né? Exato. É uma evolução natural. Não começou daí, o core não tava necessariamente, mas olha a visão, né? Perfeito. Pra um departamento, assim, pra todas as transformações, e como, preparar um time inteiro, uma empresa inteira, pra tudo que tem, é impossível, outra pergunta de um milhão, na gente.

    Como fazer? Aí, os consultores estratégicos, estão aí, pra... Exato. Pra vender um sonho de um prazer. Pra tentar criar, né? É. Mas, Thiago, eu queria trazer agora, que uma pergunta, um pouquinho mais pessoal, as pessoas vão perder, suas posições, seus empregos, cara? Acho que a terceira vez, que eu falo, quem tem a resposta, né?

    Assim, não vão, como já estão perdendo, fato. Isso é um fato. No novo livro, que eu escrevi, já tá escrito, inclusive tá em revisão, pela editora gente, que é o Entregência Artificial, Desmistificada, eu falo muito sobre, é, alguns tipos de tarefa, que são facilmente, substituídos. Então, tudo que é muito rendizom, assim, você falou do PPT.

    Cara, esse cara ali, se ele só monta a PPT, cara, desculpa, esse cara vai ser demitido. Então, mas eu vou fazer o contrapontos, eu gosto de fazer contrapontos. No final, a gente tá falando um pouco, do especialista, verso generalista, né? O especialista NTi, que é o clássico, que é o cara que... O cara que socoda lá, só com a dada, só com a dada, e tal.

    Esse cara... Esse cara morreu, né? Esse cara já era. Mas aí você tem o generalista, que consegue ter uma conversa, com todas as áreas da empresa, e montar a PPT, a gente também não pode diminuir, montar a PPT. Tem o seu valor. Porque tem o seu valor, e aí eu vou fazer outro contraponto também, de, cara, faz na IAE, tal, cara.

    Tem também o Workslop, que é... O tempo que você perde, revisando trabalhos, que foram feitos por IAE, ou por outras pessoas, que usaram IAE, mas se depende uma visão mais generalista. Então, essa visão generalista, é o que fica hoje, já está a minha pergunta. A minha visão sim, porque, por exemplo, o especialista, o que ele vai fazer?

    Ele é especialista em PPT. Cara, ele não vai se preocupar com a mensagem. A mensagem tem que vir um copy, tem que vir para ele. Vou reenfatizar, então. Um cara que só cria PPT, com a visão de design, imagem, né? E a narrativa, e o story telling. Exato. Mas para isso, você precisa ser mais generalista. Você precisa ver de uma ótica maior.

    Essa é a provocação, né? Perfeito. O PPT não é só o design. E aí eu vou te falar, esse cara está escasso. Estamos aqui. Esse cara está escasso. Só que a especialidade da firma, bicho. Porque eu não sei se vocês ouviram esse conceito do high-end visual, high-performance visual contributor, né? Explica para a audiência o que é esse conceito.

    O HI... HPC. HPC, né? High-performance visual contributor, né? Tem um cara que é um influenciador brasileiro que estava fazendo concursos, estando, foi ele falava, né? Está rolando por aí uma fofoca, não vale de ser lhe isso. Que é o seguinte, um cara foi para uma entrevista, para ser diretor de uma determinada área de tecnologia, acho que era produto, engenharia.

    A recrutadora perguntou a pretenção salarial e ele falou uma pretenção que era salário três vezes o salário de uma pessoa naquele mesmo chapéu em qualquer outra empresa. Essa história é muito boa. É, e aí ela falou assim, cara, mas pera aí, é o budget quase da área inteira. Ela falou, cara, mas a diferença é que eu não preciso de ninguém na minha área.

    É, a audácia. É, eu e a gente. Meus agentes, o que eu falo. Ele falou, eu e a gente. A tinha é Claudão, Claudão, GPto e outros agentes. Eu, GPto e outros, né? E o Geminho, né? Gemini. E o Gemini, vai. E aí, muito já vinha se falando sobre esse tipo de indivíduo. O que é o quê? É o cara que tem uma visão, primeiro, generalista do ponto de vista estratégico daquela determinada área de conhecimento.

    E aí entra o contraponto do generalista. Cara, pera aí, não basta ser um cara generalista, por exemplo. Eu sou um generalista jurídico. Eu manjo muito de tributário, de regulatório, de criminal. Beleza. Vou tocar um escritório sozinho. Mas pera aí, você tem uma... uma outra ponte que você precisa se conectar aqui à tecnologia.

    Então, assim, o que você usa hoje? Já, eu uso GPto, cara. O GPto é a ponta do iceberg, o chat Ept. O Clóbe é a ponta desse iceberg. Você falou do cork, do cork, que, cara, talvez é um pouquinho mais para baixo da ponta. Mas, cara, tem muitas camadas abaixo dela que você poderia estar explorando para chegar num nível muito mais avançado de entrega.

    Por exemplo, o PPT. Cara, você pode ter uma skill ali que vai sair sempre o mesmo formato, a mesma qualidade, usando um banco de imagem, sabe assim? É, o original. Uma coisa muito legal que você faz com uma certa velocidade, com uma certa qualidade e de maneira muito mais... mais eficiente. E, mesmo assim, você sendo incompetente de fazer isso.

    Que é o mais importante. Exato. Que é o ponto que... Mas o incompetente morre na curva. É. Mas vai sempre morrer na curva. Vai sempre morrer na curva. Tiago, eu tenho um conceito, cara, que hoje está estabelecido dentro do varejo, da hominicalidade. Tinha o commerce, o comércio, como sempre foi feito, nos últimos 10, 20 anos, construjimento também é para, cara, ir business.

    É, né? Eu e o commerce crescendo, ganhando uma relevância gigante como um canal e empresas derrubando bilhões para viabilizar esse canal, vendendo preço, vendendo... Eu não perdo sendo criado só com esse canal. Só como esse próximo. Exato. E aí surgindo os peer players também evoluindo. E o próximo capítulo dessa história, ele está na página posterior aqui.

    Quer voltar a ser tudo commerce, comércio unificado, né? E o digital tem o papel de conectar esses dois mundos. Isso vai realmente se concretizar, de, por exemplo, não ter que me falar de e-commerce, ou varejo físico, varejo digital, né? Como conceito e prática realmente vai se concretizar no seu ponto de vista. E é bem no meu ponto de vista, assim, com certeza podia pegar o Fred Trajano um dia e fazer um papo ali, com certeza seria uma visão muito mais...

    Acho que até muito maior do que o que eu tenho, por estar muito mais exposto ao varejo do que eu. Eu estou na Unidade de Tecnologia, que é o Magalu Cloud. Mas eu acredito que sim. Você vê o próprio movimento do Magalu, vou dar um exemplo que aconteceu comigo semana passada. Foi um parceiro nosso lá da Magalu Cloud, almoçar comigo lá na Arena Magalu, que é o prédio ali.

    Esse passo de experiências também. E aí, cara, tem uma coisa muito legal que acontece, que é o seguinte, toda semana algumas marcas levam produtos para o praire da Magalu. E nesse dia, o pessoal da Estante Virtual levou algumas coisas da Copa do Mundo. Então levou álbum de figurinha, levou, cara, uns Legos, assim, tipo, da Taça da Copa do Mundo.

    E assim, para quem é funcionário, é 20% mais barato. E aí eu estava com esse amigo, que é um countermeia de uma Big Tech aqui no Brasil. E aí ele viu, ele falou, cara, meu filho queria isso. Aí ele falou, meu sobrinho, que é também só que só tinha um. O que que ele fez? Ele comprou lá, falou, cara, beleza, pode retirar lá uma galeria, hora que você quiser.

    Ou você prefere que eu mande para sua casa. Eu acho que é isso. Aí ele está tomando forma, é isso. Então foi isso que aconteceu. Então foi muito simples. Ele falou, não, mas eu vou retirar na galeria, então eu já vou aproveitar a fim de semana para passar lá. O que que eu faço? Eu falei, cara, só leva o seu comprovante.

    E o pessoal já sabe que você vai retirar lá. Então eu acho que esse tipo de experiência, por mais que é, mais uma vez, é commerce, existe, vamos colocar lá, os dados estão trafegando pela internet, vamos dizer, a tecnologia existe por trás. Detalhe, não tinha lá, então o estoque estava onde. Fez o fulfillment no teu caixa.

    Então ele já fez toda a visão do fulfillment de absolutamente tudo, de maneira digital, vamos chamar assim. Mas sem o cliente entender que era digital, no fim do dia, é isso. A gente está vendo impacto de uma mudança. Agora a outra eu jogo aqui na mesa. Quais são os novos cargos que vão surgir? Porque no meio da comunicação, a gente tinha um jornalista, o influencer meio que pegou isso.

    Você tinha o Broadcaster, você pega o Youtuber, vocês acham que vão surgir novas posições dentro das organizações que a gente não conhece da forma como são hoje? A pergunta de Milano também. Cara, eu acho que vai. Já está surgindo. O próprio High Individual Contributor aí, na minha opinião, é um... Mas aí não é um cargo, é um perfil, né?

    É um perfil, mas eu acho que assim, o Sem Altman já citou isso muitas vezes, vão nascer empresas, óbvio, tem um pouco de marketing nisso, mas vão nascer empresas que são unicórneos, valem mais de um bilhão de dólares de uma pessoa só. Esse cara é o quê? Ele é o CEO, ele é o... Você sabe o que é? Pode crer, é o novo cara.

    É o novo cara. Então esse cara, na minha... Isso é uma cara, assim, mais uma vez, é uma pergunta de um milhão de dólares, não dá pra saber. Mas essa pessoa, eu não acho que ela vai ter um cargo. Tipo, ela não é o CEO, ela é... Cara, ela é o Alex. É o Alex da minha empresa. Eu entendo a visão... E talvez você tenha três Alex, uma empresa de mil pessoas, só que esses três Alex fazem o que a empresa precisaria ter três mil pessoas.

    Eu entendo a visão, mas eu sou um pouco sético ainda. Eu acho que é esse cara aí do... O CEO da empresa de uma pessoa só. Inclusive, temos um episódio que fala sobre isso. Sim. A empresa é a música branca. E a empresa é unicórnia. Mas é a música branca, né? É, a música branca. Bode na sala, Marçela? Sim, acho que bode na sala, na hora.

    Você quer mandar bode na sala? Olha, eu acho, da sua questão de ser sético, sou uma grande entusiasta, gosto, tô amando tudo isso, mas eu sempre falo, atenção em depositar todas as fichas, ou como diriam, né, todos os seus ovinhos num cestinho só, porque eu acho que é o que está acontecendo e acho que é um enorme risco.

    É, isso já aconteceu, né? A gente chama de o inverno da Iá, né? Já aconteceram... É, tem um nome... Era do gelo, né? É, o inverno da Iá. Eu gosto muito de história, assim, não do nível... Eu gosto de história, no geral, mas olhando para a tecnologia, esse livro ele fala muito sobre as revoluções industriais. Ponto, porque aí a gente tem essa mudança mais...

    Então, se a gente está aqui, você conectou para construir o... Comprei o livro aí, se eu tive que contar uma história, para chegar até o momento que a gente vive hoje, porque é o quê? A mudança da revolução industrial não foi só mudança de tecnologia, foi mudança comportamental. É, com certeza. Com certeza. Comfortamental.

    O capitalismo nasceu disso. É, foi daí que o DEC surgiu, né? Então, assim, é isso. Beleza. A Iá também tem uma história que vai ser contada e já está sendo contada, que é o momento que, por exemplo, lá atrás uma máquina ganhou de um grandmaster de xadrez, o Kasparov. Kasparov, sim. E todo mundo fala, caraca, e aí o que acontece?

    O DIP Blue, né? A máquina chamava. Nesse momento que, por exemplo, uma máquina ganhando de um grandmaster, todo mundo olhou para isso, caramba, a gente precisa investir nisso. Aí o governo americano investiu, o governo inglês investiu, empresas investiram. Quando chegou no limite, tipo, cara, isso aqui é programado, entendeu?

    Olha, saiu um pouquinho desse padrão aqui, ele falha. Então, assim, a gente pode estar, em algum momento, chegar nessa fase de decepção? Talvez. Só que tem um detalhe. Essas histórias passadas estavam limitadas a empresas e governos. A gente chegou no momento de Iá sendo adotada em massa por pessoas. Então, independente se a gente vai chegar no limite, o que a gente já tem hoje já é massivamente transformador, assim.

    É aquela coisa, botar até os ovos que eu queria dizer assim, senão a gente não tem mais momentos como esses, senão a gente realmente automatiza tudo. É que você, vamos ainda apostar na humanidade, junto com todos, vamos casar essas coisas, vamos continuar casando. Eu vou pegar o seu ponto para construir o meu. O seu bode?

    Bode, bode. Não, é o ponto do bode. É, vou... Exato, vai ser a minha dolly. Eu vou ficar... A sua dolly é o clone, né? É o clone, né? É o clone, pô. A transformação digital, ela está abrindo portas, né, para o infinito, porque a gente não consegue prever como a vida inteira a gente tentou, prever o futuro. Então, aceitar isso, incorporar isso, está ajudando, por exemplo, desenvolvimento de novas drogas que já estão aqui, que estão transformando a sociedade, né?

    Qualquer maior doença hoje, obesidade. Então, você vê o advento de canetas, emagrecedoras, e a prolifilação delas, porque não foi só as pessoas, a tecnologia viabilizou isso. Você vê viagens espaciais, né? E várias tentativas, porque antigamente, se dependência só do processamento humano, demorou quanto tempo para a gente voltar para a noite.

    Não pisou lá, voltou agora, depois de muitas décadas, certo? Curiosamente, um parênteses nessas viagens espaciais, em Campinas tem uma empresa que faz... Eles fazem o software que roda em satélites, e eles não a usam e há para código. Por quê? Porque um erro... Ah, rapaz. Cara, deu um bug lá no espaço, e perdeu, amigo.

    Ah, bom. Perdeu milhões. Vai chegar inetuno. E o que você falou, tem áreas de segmentos e coisas que, cara, você tem que ter o human in the loop ele é mais forte. É, human in the loop, cara. E acho que daí você é que somar e somar. É que você falou de sorte. Foi bom, por isso que a gente... O nosso clone está conectado.

    O nosso body. Esse body, o human in the loop. Não, no final, é a solução do body, né? Porque o que eu quero trazer é, a gente já está chegando em fronteiras que a gente jamais imaginou cruzá-las. Realmente em uma curva exponencial. E será que a gente está preparado como humanidade para o que vem a seguir no momento que a gente não consegue prever e que as coisas estão acontecendo na velocidade que a gente não esperava.

    Então, é um... É o universo, né? Está em expansão ou está em retração? A gente está aprendendo aqui muitas coisas porque a tecnologia está nos permitindo enxergá-las de formas distintas. Bem, estou pensando no meu body aqui. Estou pensando se todas essas transversões também acabam com a fome no mundo. Problemas básicos.

    Poderia. Se colocar energia nisso, não é? Se colocar energia nisso. Então, por... Ótima coisa, vamos colocar. Se você tem um trece político, precisa ter um certo interesse em algumas frentes. Eu vou trazer um body um pouco mais ordinário, paroquial, porriqueiro porque vocês foram profundos, assim, filosóficos. Ninguém ganha da dor, eu acho.

    É, mais paroquial. O meu body paroquial é aquela pessoa que mais reclama que tem aí no lidera ou que tem aí uma bosta. Sempre tem esses da empresa, né? Sempre tem quem tem. Essa pessoa, geralmente, é o heavy user de Shadow AI. Ah, assim, é quem mais usa o Shadow AI. E aí é que está a hipocrisia. Esse é meu body. Entenderam porque ele é paroquial, é o correqueiro?

    Foi lindo. Bom, gente, que dava pra continuar essa conversa por mais... Dava pra abrir sub-pauta, sub-pauta, sub-pauta, sub-pauta. Isso aqui dá ficar dito. Vamos deixar isso aqui como uma ideia, né? Exato. Desdobrar esse capítulo aqui, é uma ótima ideia. Esse episódio, ó, capítulo, eu tô na era dos livros. Tá na novela.

    Tá na novela. Novela. Tiago, muito obrigada. Muito obrigada pelos livros que você trouxe pra gente. Visa também pra gente avisar ao dia isso quando saiu o livro novo. Não, e a gente... Esse aqui eu acabei fazendo mais um soft launch, como eu diria. Soft launch, a soft opening. Mas o interesse artificial, de fato, a gente quer fazer uma coisa mais legal.

    Talvez seja até lá no Galeria Magalu e vai ser todo mundo aí convidar. Quero dizer, todo mundo dá uma medida possível, né? Tem espaço limitado. Ele abriu o convite pra o dia. Pô, eu sou um chá, agora é o que você fala. Eu sou um chá, por favor. Eu sou um convite daqui. Mas, cara, agradeço demais por ver o vídeo, um prazer.

    Muito bom, senso. Obrigado. Até mais.

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