Olá, eu sou a Marcella Sperduti, consultor e comunicadora. Olá, sou o Júlio Gomes, consultor e facilitador. E eu sou o Alex Fornazari e consultor e executivo. Essa aqui é a firma, uma plataforma de conversas, trocas, repertório, muitas histórias nossas, dos nossos convidados e convidadas, sobre o mundo do trabalho, comportamento, gestão e tudo aquilo que é transversal a quem está nesse mundo aí trabalhando.
Temporada 3 · Episódio 03
Fracasso
Apresentado por Marcela Sperduti, Maurício DePaula, Alex Fornazari e Julio Mello. Convidados: Nathalia Macario. Duração: 37 minutos.

Todo mundo gosta de falar sobre aprender com os erros. A parte mais complicada começa quando o erro ainda não virou aprendizado. Neste episódio da aFirma, recebemos Nathalia Macario para uma conversa sobre antifragilidade, vulnerabilidade, resiliência, fracasso e cultura organizacional.
Transcrição completa do episódio7.516 palavras+
E antes de começar, se você gosta desse tipo de conversa sobre carreira, gestão, comportamento, segue o canal, comenta, compartilhe e aperta aquele botão do like. Hoje vamos trazer pra nossa conversa uma grande amiga minha e também grande profissional, Nathália Macario. Bem-vinda. – Bem-vinda. – Obrigada, obrigada. Anatália, que é natural do interior da cidade de Piracicaba.
É curiosa, taurina, amante de fotos, psicologia, arquitetura e joias vintage e filme de suspense. Uau, também adoro. Tem mais de 15 anos de experiência no marketing, multinacionais e experiências, obviamente no Brasil e no exterior. Também já foi professora de dança, de salão, na adolescência. Então, vamos embora pra pauta?
– Bora pra pauta. – Bora. Gente, a verdade é que o mercado corporativo se viciou em criar narrativas perfeitas. – De sucesso. – Narrativas editadas. – Sucesso, sucesso, sucesso. Então, a gente tem semiado isso com uma frequência até grande, né? E a gente deixa de tratar o outro lado do sucesso. Aquela história bonita, com final feliz, lição de moral, pronta pra gerar engajamento e curtidas.
E potencializada ainda mais na era... – Nas mídias sociais. – Nas mídias sociais, cara. – Bem colocada. – Que ponto chegamos, né? E o dia a dia da jornada real, da vida como ela é. Aquele projeto complexo, que foi cancelado no meio do caminho. A meta estratégica que passou longe, apesar de todo o esforço ou as cicateses do bastidor que todo mundo carrega, mas ninguém tem coragem de colocar na mesa ou no currículo.
Hoje, na firma, a nossa pegada é falar sobre o que acontece quando o filtro do sucesso é desligado. Quando a gente tem que falar de fragilidade ou da antifragilidade. Que é um conceito que a nossa convidada está desenvolvendo e vai desenvolver com a gente hoje aqui, né? Vamos debater a distância entre o discurso institucional, do aprendizado, a realidade no ecrua das cobranças e das relações humanas no trabalho.
É pra falar daquilo que todo mundo vive nos bastidores, mas ninguém posta. Natalia, novamente, agora vamos seguir em frente aqui, engatar a primeira, né? Falando um pouco do fracasso editado, do fracasso real, mas não sobre essa ótica do fracasso em si, mas o que está por trás de tudo isso, né? Então, a discussão aqui sobre a diferença entre o erro que vira poste institucional e o erro que gera vergonha em silêncio, né?
O mercado corporativo criou uma categoria bizarra, que é o fracasso gourmet, assim. O fracasso gourmet é bom, qual é o conceito do fracasso gourmet? O fracasso gourmet, quando eu erro, ele transforma aquilo numa coisa bacana que ele está falando e postar no lado da ajuda. Mas transforma, essa que é a questão que eu acho que a Natalia nos bastidores a gente estava falando, o fracasso gourmet, você mostra ou esse lado só na superfície, né?
E o que fica? É, e eu acho que aqui que entrar muito o ponto do comportamento da resiliência, que é aplicado na nossa vida como um todo, inclusive na parte profissional, mas também na parte pessoal, e depois eu quero até trazer um exemplo, que pra mim é muito marcante, mas o que é esse comportamento, né, humano? Como que você enfrenta a realidade, o problema da realidade, como que você reage a ela pra você conseguir superá-la?
E daí fazendo um gancho desse comportamento da resiliência, com o do antifragio, que eu estou lendo bastante sobre ele, acho que ele é muito interessante. Conte um pouco pra gente, ele. Claro, e daí a gente pode usar um paralelo com a física, que é sobre a questão da elasticidade da matéria. Então, algumas matérias, ela pode sofrer a mudança, e depois ela tem a capacidade de voltar ao seu estado natural.
Trazendo isso pro conceito do antifragio, é essa dinâmica do voltar ao estado natural, mas quando você volta, você volta com a habilidade de expansão. Por quê? Porque aquele espaço que pra você foi um incômodo, o problema que você passou e superou, você superou. Então, agora ele já não tem mais aquela intensidade que ele tinha antes.
Você já criou uma outra zona de conforto pra você, isso vai te criando, acho que a gente pode usar o termo da casca, né? Você vai criando a casca e você vai ficando cada vez mais robusto e expandido pra ir liberando outras adversidades que vão surgindo na vida, né? E isso vem muito com o pensamento, né, na minha visão, de como você tá encarando a realidade, o que que tá na sua mão, o que não tá no seu controle.
E também com esse pensamento de olhar sempre o que que eu tô aprendendo dessa situação, né? O que que ela vai trazer de bom pra mim, e não num olhar de vitimismo. Porque se a gente entra no lugar do vitimismo, a gente tira a responsabilidade da gente. E é aí que começa um grande problema. E que... Eu falei demais, né? Não, não, não.
Mas é uma coisa que eu gosto de ter, né? Não, porque daí começa... Já tô numa terceira, vamos lá. Já tô numa terceira. Isso acontece quando eu tô dirigindo também, eu faço a primeira pra terceira aí daquele barulho. A gente gosta do barulho. A gente gosta. A gente tem um estilo de condução. A termos, né? E daí, a hora que entra nessa questão do vitimismo, pode entrar num lugar de conforto.
Comforto, né? A gente se acomoda. E daí a gente não consegue mais crescer, não consegue mais expandir. É culpa do universo, né? É culpa do universo, culpa do outro. O seu homem é que é endorado, não tem um, né? Nunca acontece comigo, é sempre o perfeito. E nesse contexto, e trazendo um pouco pra minha vivência também, eu demorei muito pra entender que essa foi a forma mais efetiva pra evoluir, como ser humano e como profissional.
Com certeza. Então, eu me conectei muito forte com esse conceito agora. E com você, Alex, você já teve vivências ou experiências aí onde você se expôs, eu teve esse tipo de vivência também e conseguiu sair melhor e maior? Julião, eu não parece, mas eu tenho 49 anos. Tem a jovem demais, né? Somos jovens, não parece, eu sei, mas eu tenho 49.
E acho que tem tudo a ver com experiência mesmo, né? Com quilometragem. Com horas de voo. E as horas de voo, elas trazem esses aprendizados, né? Da resiliência, da antifragilidade. Eu não conheci o conceito. E é bem interessante essa analogia com a matéria, né? Com a deformação da matéria. Tem dois ângulos que eu acho interessante.
O primeiro que você trouxe, que é a gormitização do fracasso. E a Natara trouxe a vitimização. Parece que são meio opostos, né? E os dois são meio problemáticos. E quando a gente é mais jovem, é fácil cair na tentação da vitimização. A gormitização do fracasso é uma coisa meio nova com a rede social, né? Porque você vai remetizar, cagar aquela regra lá.
Que, enfim, você aprendeu muito. Que você é um ser evoluído na rede social. E que está fazendo isso mais para mostrar para o outro. É, é, é. Porque internamente é muito superficial. Não está refletindo e se evoluindo com aquilo, né? Não está reverberando dentro. Reverberando dentro, exato. Eu fico muito feliz que hoje, nos últimos anos, a gente tenha falado mais sobre emoções e mais sobre todos esses aspectos.
Seja fora das empresas e dentro das empresas. Porque a gente sempre tem falado bastante aqui. A baixa tolerância, a frustração de novas gerações. Um pedaço também dos millennials. A questão da resiliência também e nas gerações mais novas. Por uma série de questões estruturais, né? Mas como é importante terem líderes e empresas que falem sobre isso, que essa coisa seja mais aberta?
Eu acho que quando todo mundo começou a trabalhar aqui, não era nenhuma questão, né? Acho que nem se discutia tanto assim. E nem tinha tanta abertura pra conversar sobre isso. Então é muito positivo, porque a gente pode fazer a diferença de alguma forma. Mas por que a gente tem tanta vergonha de errar, de falhar? Levantei duas bolas aqui, né?
Duas bolas, deixa eu falar. Por favor. Pra mim, a gente tem tanto dificuldade, porque como ser humano, a gente tem dificuldade de expor a nossa vulnerabilidade. A gente sempre é cobrado pra ser perfeito, o melhor da escola, a mais bonita, a mais legal, a mais popular. Aqui, performa melhor. Aqui, performa melhor. Aqui, joga melhor voo.
Aqui, joga melhor voo. Aqui, tem os pais mais legais, aqui tem o carro. Então, a partir do momento em que eu vou expor a minha vulnerabilidade de algo que eu não sei, de algo que eu fiz errado, e que, ok, que bom que eu sei que eu fiz errado, agora eu vou aprender e eu vou fazer certo. Você se expõe, você se abre pra mostrar o seu erro numa sociedade que valoriza o perfeito.
As coisas dão certo. Perfeição não existe, né? Olha, disclaimer pra vocês, a perfeição não existe. Então, assim... A história da arte foi buscar a perfeição. E quanta coisa a gente encontrou buscando a perfeição? Não é imperfeição, né? Com certeza. Com certeza. Não pode ser moderador. É um assunto que... Gostei ele, tá? Que tá hoje.
E sabe que, cara, no final das contas, a que eu tô pensando aqui agora, que a maturidade é perceber que, meu, metade das portas que você fechou eram oportunidades pra você encontrar uma nova saída. E que daí vem uma característica também da pessoa que já tem a resiliência mais desenvolvida, que é a criatividade. A criatividade em qual sentido?
Eu não posso mudar a realidade. Então, como que eu vou passar o meu desafio, o meu problema dentro da realidade? Tentei desse jeito. Putz, não deu certo. Eu vou me reinventar, eu vou pensar de outro jeito. Então, você tem que tá querendo passar por aquilo não num vitimismo, mas num pensamento de resolução. De evolução, né?
De revolução e de evolução, né? De evolução, sim, sim. De evolução. E aqui eu vou fazer um paralelo que eu acho que é muito fácil de entender, que foi a pandemia, né? A pandemia... A gente não pode falar de privilégio de jeito nenhum, mas eu vou falar no ângulo do privilégio de o que que a gente aprendeu como ser humano com isso.
Claro. Quantas pessoas tiveram que se reinventar? Do nada perderam a sua renda, perderam tudo. E daí algumas pessoas foram muito privilegiadas, de se manter num trabalho onde não mudou. Mas a maioria da população teve que se reinventar. E quantas coisas darão certo desse momento? Então quem tinha a resiliência conseguiu acho que passar por ela.
Minimamente mais tranquilo, né? Com toda a dificuldade que foi. E a reenvenção dói, né? Esse é o ponto, né? É do que? É dolorido, mas quando você se reinventa e você tem a consciência de que alguma coisa mudou, é muito libertador. É gratificante. É gratificante. Isso vem com a experiência, né? Quando você fala, putz, eu fui por um trilho que não tava planejado, as cartas já estão na mesa, não tem como pegar uma outra mão de carta aqui e deu certo. Ou às vezes não dá certo também, né?
Mas gente, tá que tá preparado, né? Faz parte da vida tropeçar. E não entra aqui uma visão, uma vertente do que tá por trás disso, que é o medo, pessoal? O medo é o que ele pode ser paralisador, ou ele pode ser um propulsor pra você criar novos coisas. Ou seja, ele pode ajudar a matéria a se expandir, né? E de novo entra no que a Natália falou, depende da forma como você encara aquela coisa.
Eu concordo com o medo, tudo o que é novo, da né natural do ser humano, né? Tudo o que é novo, ele gera uma dúvida. O que que vai vir para a frente e pode ser o medo mesmo. A questão é como que você reage a essa sensação pra você construir a sua confiança dentro do desconhecido. Eu escutei uma frase uma vez e não sei quem foi, não me lembro, o filósofo.
Mas que pra mim fez muito sentido no momento X da minha vida. Ainda refletindo sobre resiliência, sobre passar por pontos que pra mim não faziam sentido. Mas é o que que eu faço com o que foi feito comigo. Na hora que eu ouvi essa frase, eu acho que... Não vou falar de quem quer, porque vai que eu erro aqui, né? Depois a gente dá o...
O bóbang aí, coloca nos comentários. Pô, nos comentários aí, pessoal. Pra mim aquilo fez tanto sentido, porque o que que eu vou tirar dessa situação que mais me vai me fazer melhor, pra que eu não passe por ela de novo. Essa é uma frase que eu lembro dela todo dia. Eu acho ela muito poderosa pra gente evoluir, viver e viver essa vida de uma maneira mais leve.
Com certeza. E aqui tem o ponto também, né? Olhando sobre outra perspectiva do erro ainda, né? O fracasso é só o universo te avisando que você tava sendo temoso, né? Porque tem uma questão da temoção também. É, verdade, é verdade. Batendo cabeça, né? Dando murro em ponto de faca. Posso fazer um depoimento pessoal aqui?
Ah, você te fala que depois... Porque eu acho que você pegou num ponto de maturidade. E sim, quanto mais maduro, mais experiência, mais bagagem, quilometragem, mais a gente vai refletindo sobre isso, porque chega uma hora que não é mais opcional, né? A vida exige isso da gente. Vou pegar dois momentos da minha vida, assim, né?
O primeiro, que foi a dança de salão. Eu era muito nova, comecei com 12 anos. E dança de salão é uma dança que são normalmente de pessoas mais velhas, né? Porque ela já é uma dança de casal. Enfim, e eu virei professora com 15. E pra eu chegar nesse momento aqui, né, eu vou dar aula com pessoas que são muito mais velhas.
Conseguir ali mesmo ver a dificuldade da pessoa. E daí às vezes, eu falo, nossa, gente, mais vamos lá, né? Quero apresentar, quero dar outro passo, vamos lá, vamos lá. Mas como que eu desenvolvi o respeito e a paciência, a resiliência de take the time da pessoa? Isso eu faço exparentes, porque eu tinha só 15 anos. É muito jovem pra ter essa experiência.
Essa maturidade e essa experiência. Esse discernimento, né, da gente? E daí veio um outro que esse pra mim também é muito forte, que foi a questão da faculdade. Eu sempre fui muito bolu, não. Sempre estudei muito, sempre gostei de estudar. Verdade, né, Mar? Mas você não falou que você era faculoso. Sempre só aquela lá da frente.
Hoje me questiono se eu não deveria ter um pouco mais no fundão, mas enfim, eu sempre quis passar numa universidade que era USP. Por algumas pessoas que eu admiro, o meu irmão fez USP também. Ele é um grande exemplo pra mim, mas eu não passei. E quando eu não passava, sempre lá na segunda fase, eu sempre ficava muito perto de entrar e as pessoas me disseram, mas não acredito, como que você não passa, Briliboró?
E gosta de história. Então a gente vai trocar. E eu fiz três anos de cursinho. E eu só prestava essa faculdade. Até que no terceiro ano, os meus pais falaram pra mim assim, presta a outra. E daí você escolhe se você quer passar ou não. Fiz, passei. E daí eu fui conhecer, fui conhecer a faculdade que eu fiz, que foi a PUC.
Na hora que eu entrei, eu falei, eu quero estudar aqui. Porque ela foi estudar lá, gente. A gente não ia se conhecer. Da história. Bom, o que que eu tirei dessa história? Naqueles três anos foi muito difícil pra mim. Mas eu fui, eu estava tentando, estava sendo resiliente, fazendo o diferente. Mas quando eu passei e daí eu fui viver uma outra realidade que eu tive o acesso, eu já sou muito grata.
Então o que que eu tirei dessa história? Continuar tentando o que a gente quer. Mas em algum momento você precisa ser criativo e tentar coisa nova. Porque vai vir coisa boa dali. E hoje eu agradeço que eu fiz PUC e não fiz a outra. Muito legal. E olha, você trouxe um ponto pra mim que, cara, agora eu te expandi. A matéria tá expandida, porque é pra maior cabelo.
Tá, tá. Não, porque olha que loucura, galera. A sua história é a minha história. Ai, isso. Não, mas não de ir. Tá vendo? Mas a gente tá aqui. A gente conquistou o que a gente buscou. Porque eu também mantive minha régua super, super alta. Eu sempre fui super dedicado. Só que em algum momento eu realizei que eu precisava navegar pra profundão também.
E ali nessa época que era o ginásio, o colegial, que é um pouco diferente da realidade de vocês hoje, eu fui desenvolvendo habilidades que eu não conhecia. Eu era um cara tímido. Eu comecei a me expor e navegar na frente e atrás ali. Fui pro colegial, saí de um colégio técnico pra ir pra um colégio mais humano, porque meus pais estavam tentando moldar o meu pensamento crítico e uma visão mais ampla, né?
Da sociedade, da cultura, de tudo o que a gente aprende nessa jornada, da infância e da joventude. Pra eu conquistar o meu sonho, que era entrar na USP. Ah, também! Olha só! E meu pai era professor, meu pai filósofo, tô a régua do conhecimento, do aprendizado, sempre foi alto, mas ele nunca impôs isso. Nunca. Mas ele sempre proporcionou um ambiente de aprendizagem.
Meu dilema foi quando eu fui treineiro. Da primeira vez eu passei na USP, mas não tava valendo. Ai, como tá? Aí eu falei, beleza! Acho que você fogou, né? Qual que foi o meu... Aí a Nexha fogou. É só uma questão de tempo. Cara, passei, velho, tranquilo. Tinha mais um ano pra estudar. Eu fui estudar. Foi aí que a nossa história se descolou.
Você se descolou? Se descolou? Porque eu tava, cara, velho. Tava no trono do rei. O ego enfado, né? O ego do ego, velho. Nesse caso, o ego não tava ajudando a inflar a matéria. Não era só o ego mesmo, né? Não serve. Bom, longa história, curta. Fui fazendo um passe da primeira fase. Fracassos total. Mas eu vou pra um plano B.
Meu plano B era comunicação social, que hoje, sei lá, se é marketing, eu continuo a comunicação social. ESPM, fui buscar lá meu nome. Eu senti, eu saí da prova leve. Eu falei, caramba. Acho que fui bem. Começo a buscar meu nome lá do fundo. Pra... Centésimo, octagésimo. Décimo-sétimo. Don Ruyo Gomez. Falei, não, nem fudendo. Décimo-sétimo.
Só que aí eu fiquei tão empolgado, bicho. Que daí, já viu, galera. É, bicho! Falei, não, nem se. Eu quero estudar aqui. Já queria cortar meu cabelo, né? Porque não era o que... Mas, velho, era o que animal, cara. Que eu fui melhor e não aceitei. Porque eu queria seguir o meu propósito. Isso, cara, ouço. Passei na PUC. E aí, eu aceitei a PUC como o meu caminho, cara.
Olha só, filha da PUC também. Puc também, cara. Muito louco, né? Quisei lhes entender aqui pra mostrar que, cara, o universo expande também, né? A gente conecta histórias e vivências aqui também, né? Mas a desfragilidade é um negócio, é um conceito muito surreal. A minha história foi muito torta até eu chegar até aqui.
Inclusive, afirma... Eu diria que é uma resiliência, mas é uma expansão da matéria. De todos esses encontros aí. Nem tinha terminado a PUC. Mudei de... Mudei de país, daí, no caso. Fui pra França, estudei fotografia. Depois fui pra Itália e tudo mais. E sempre foi uma grande resiliência. Porque quando você é imigrante, tudo é muita resiliência.
Nossa, é mais ainda. Mas eu bati muito a cabeça em muitas coisas. Inclusive, nas minhas primeiras experiências de emprego, eu falo assim, não, isso tem que dar certo. Só quando eu parei de lutar contra algumas coisas, claro que você tem que saber onde você quer chegar. Só que não necessariamente com os mesmos meios, né?
Você pode navegar em coisas que você nunca imaginava. Eu sempre tentei passar isso pros times que eu fui gestora. Olha que legal. Eu falo assim, você não precisa ter o mesmo currículo, mesmo background, o mesmo tipo de vivência. Se um errar, ninguém vai ficar apontando o dedo. Não é? Parece que, de novo, que estamos fazendo poesia.
Mas era o melhor ambiente criativo possível. Eu só aprendi isso com as cabeçadas que eu dei. E não queria escutar o universo. Não queria escutar o universo. Mas aí você voltou lá, abriu a porta e você encontrou o caminho, certo? Quando você dá o primeiro passo na direção, quando você para de bater cabeça, eu acho que o universo vai colocando o caminho, né, aos teus pés, assim.
Você vai trilhando. Ainda mais um ambiente que requer criatividade. Como é que você não pode promover um ambiente e uma troca da maneira como você fez, né? Essa que é a questão. Eu acho que todos os ambientes requerem resiliência e criatividade. Como é que você não vai exigir criatividade de um CEO, de uma CEO, de um jurídico?
Eu acho que é sobre seres humanos, não é sobre funções. É sobre reinventar a criatividade e no espectrum de reinventar esse caminho, não deu certo. Eu vou ter que pensar e fazer de novo. Voltamos ali à pandemia, né? Mas tem uma linha, Tânia, também, que às vezes você está insistindo no erro, né? Às vezes não é um fracasso.
Simplesmente você está errado e você não conseguiu perceber que você está errado ainda. Até virar a chave que é um fracasso, muda de ângulo, vai para outra direção, é difícil perceber isso, né? Vocês estavam falando, eu estava pensando aqui em um processo de entrevista. Vocês já vê essa pergunta para vocês. Eu geralmente faço essa pergunta para quem eu estou entrevistando.
Me conta uma, duas histórias de fracasso. Eu quero entender aonde você errou e o que que aconteceu. É difícil, né, essa reflexão. Quem não se prepara para entrevista, você pega na hora. Nos processos estruturados, essa é uma boa. Eu vou ter que pensar. Eu concordo que dá para pegar logo na entrevista. E daí, para mim, o complexo que está por trás disso é que a pessoa realmente vê o fracasso como algo fracasado, algo ruim, não.
Mas não com algo que te faz crescer, que é eu errei ou fracassei. É absolutamente humano. Mas o que eu aprendi com isso? Para eu fazer diferente. Caio, levanta, né? Caio, levanta. Daí, falando também, no mundo corporativo, essa reflexão é muito importante de não apontar os erros. Porque todo mundo vai errar, ninguém está certo.
Ninguém tem o caminho das pedras da pessoa menos experiente, a pessoa mais experiente, né? Inatamente. Mas como que eu vou refletindo sobre o que não deu certo de maneira criativa para ir fazendo diferente, gerindo o meu time? Com esse pensamento também. É super importante. Até para a saúde emocional, né? Principalmente.
E por que a gente, dentro dessa cultura corporativa de performance, de ser criativo, por que a gente tem tanta dificuldade de promover o conceito da antifragilidade, da resiliência e tudo mais? Por que é tão difícil, pessoal? Nossa, pergunta de um milhão, né? Porque tem a ver com vulnerabilidade, né, gente? É difícil olhar para esse lugar, né?
Eu acho que a gente ainda está estruturado com alguns resquícios de muitos anos atrás e outras culturas organizacionais, muitas questões, como estamos em cinco gerações convivendo no mercado de trabalho. Gente, pelo menos na minha família, as pessoas mais velhas. Erro ou não era uma possibilidade, nem dentro de casa também, a questão da vulnerabilidade, algumas figuras.
Lembro sempre de perguntar para o meu pai, hoje em dia ele está envelhecendo, ele está ficando mais vulnerável. Mas era aquela questão, o que está acontecendo? Pai, não, show tem que continuar, vida que segue. Mas não no sentido de Caíu tem que levantar, é você apagar também esse espelho. Não de refletir, incorporar e avançar.
Exato, para evoluir, para fazer essa revolução dentro. Porque isso que é importante, não adianta você apagar tudo e só seguir em frente. É verdade, a gente foi educado para ser intolerante ao erro, né? Aqui é um problema que é só muito difícil, né? Aqui eu vou pegar o gancho da mar, o risco do otimismo ao extremo, que é do tipo.
Ah, não, está sempre tudo bem, sempre concordo com tudo para evitar entrar no embate. Positividade tóxica. Que daí você entra numa positividade tóxica e fala não, gente, hoje não está tudo bem, hoje eu não estou bem. Mas quando a gente é muito cobrado ou educado para sempre pensar positivo, está tudo bem. Sim, eu estou pensando positivo, mas chega um momento que hoje desse jeito não está bem.
Então vamos conversar com isso para fazer de frente. Então tem que tomar muito cuidado com a vitimização. Mas também com otimismo ao extremo. E eu só queria fazer para o seu ponto que é a gente é educado para o não fracasso. Daí aqui acho que eu me sinto muito privilegiada, porque as minhas experiências profissionais sempre foram em lugares onde sim a gente tem abertura, seja na empresa que eu trabalho hoje, seja na própria Júnior.
Então eu tive esse privilégio de ter e estar em lugares onde isso é natural. E isso eu trouxe como gestora, né? Então isso é algo para mim muito natural também, que eu prezo muito. E minha família também, né? Minha família sempre... Isso é uma coisa muito boa. Sim, pode errar, pode fazer três anos de cursinho. A decisão é sua, então acho que isso é muito privilegiado.
Eu acho que isso fortalece a alma. Você, quando você é respeitado pela competência técnica primeiro, eu acho que fica mais fácil navegar por esses ambientes mais sombrios. E quando você não tem tanta competência, ou não é um profissional de destaque, talvez você sofra mais. Ponto só para reflexão, eu não quero seguir por aqui.
Mas trazendo a realidade para a mesa, pessoal, nós somos cobrados, toda empresa existe para entregar lucro. Isso não entrega lucro abraçando árvores, certo? Não dá pra fazer as duas coisas junto. Mas, por meio do lado, você não pode ficar cobrando só performance. Então, não existe um descompasso enorme entre a cultura da produtividade, do resultado a qualquer custo, versus o quanto isso custa para as pessoas e que ambiente a gente está promovendo para que a gente conecte esses dois mundos.
Eu acho que até hoje a gente está nesse calaboço, nesse gargalo que você abriu nesse vale e estamos tendo dificuldade de construir pontos. Apesar de que a gente começa através da troca da fala e de promover ambientes mais saudáveis, começa... Eu acho que nesse caso, vai começar de baixo para cima. Eu vi primeiro movimento disso com as empresas de startup, Alex.
Porque ali era errar rápido para aprender rápido. E aí eu também fico pensando se não era só tagline, só frasezinha lá para ir para o livro, que daí você vai pegar o autógrafo, porque não é bem assim startup não, né? Então, porque... É uma cultura que acolhe o erro no final das contas? É mesmo isso que é uma cultura que acolhe mais o erro.
Até pela primeira passo, né? É pela natureza da nossa... Acolheu mais, eu acho. Startups tem coisas maravilhosas. Não tô aqui gongando os startups, mas tô falando que elas também são feitas de seres humanos. Acho que já teve mais o Caí, Levantata, tudo bem, não sei o quê. Eu acho que tá cada vez mais parecido com empresas grandes, as startups.
Eu acho que tem uma mudança estrutural nisso também. Eu acho que tem menos tolerância ao erro. E aí, acho que ela tem um ponto legal, né? De novo, e por que que tá se tornando cada vez mais com uma empresa tradicional? Porque precisa entregar resultado. Então, a gente tem que, de alguma forma, entender se o foco no lucro, na performance, é uma cobrança e não um destino, né?
É um indicador de performance, mas ninguém se meia o que tá por trás dele e só olha pra ele. Nós vamos ter muita dificuldade de evoluir como seres humanos, né? E por isso que você ter... A gente ter o comportamento da resiliência tá se tornando cada vez mais importante. Porque assim, a realidade é essa. No caso de empresas, temos que entregar o número, um pineal.
É isso. O mundo vem mudando cada vez mais rápido. Então, é o mesmo jeito que eu fazia a mídia cinco anos atrás, já não é o jeito que eu faço mídia agora. Então, se eu pego essa receita de bola, aplica aqui, isso vai dar errado. Se eu pego de novo, isso vai dar errado. Então, como que eu vou testando e aprendendo e pivotando sem querer mudar a realidade que hoje é diferente e vai mudar cada vez mais rápido?
Então, você tem que ter esse comportamento da adaptabilidade pra você ir conseguindo fazer uma mídia que deu certo pra você conseguir entregar resultado, né? Adaptabilidade é criatividade também. E a criatividade? A gente gravou uma pauta muito legal de criatividade. Depois, vocês podem assistir aí na segunda temporada.
Tem uma dicotomia entre a criatividade e a previsibilidade nas empresas, que tem a ver com o conceito de fail-fest, de inovação na startup. E startup, supostamente, é mais tolerante ao erro. As empresas cobram previsibilidade, resultado, chegar na meta. Mas, às vezes, a criatividade é outro rolê, é outro caminho. Que é o caminho de...
Gente, a gente vai errar. E é muito legal quando a gente entra num projeto, num emprego novo, num projeto novo, que a gente tá na vibe de, cara, pode ser que eu erre, fracasse. E tudo bem, esse mood é legal, assim. Cara, eu não vou colocar um peso, um piano nas costas, aqui do resultado, da previsibilidade. Por exemplo, a gente tá aqui na firma.
A gente erra pra caralho. Aqui a gente não tem medo de errar. A gente erra pra caralho, a gente acerta, erra, porque a gente tá na vibe, no flow de errar. Mas a gente tá no ambiente, cara. Se isso é produtivo, é acolhedor. Por isso que você tem que ter líderes que apoiem o erro e sempre formar líder seniors, formando líder juniors.
E daí tem que ser essa coisa que vai melhorando, melhorando, melhorando, melhorando. Daí a gente vai ter ambientes cada vez menos tóxicos, cada vez mais propícios à inovação de qualquer tipo. Eu concordo. E esse ponto que você falou do erro, eu acho que... Tem também um comportamento que é muito importante, até falando das empresas, que é a agilidade.
Ok, errou. Mas eu tenho que entrar ao resultado. Então eu vou pivotiar rapidamente pra eu trazer uma outra proposta. E daí, ótimo, o erro tava aqui. Ok, aconteceu isso por causa disso, reflete sobre ele. Meu novo pensamento é, gostaria que a gente tentasse por esse caminho. Bora, que é um pouco do testar e aprender. E tem um ponto também, que às vezes a gente quer entregar as coisas 100% perfeitas.
E às vezes não vai ter todas as respostas. Então uma componente que joga contra a gente, né? Que joga contra a gente e que joga contra o quê? Contra a vulnerabilidade. Ah, gente, é o perfeito. Eu digo que tem uma frase muito boa, que ele usa. O feita é melhor que o perfeito. O feita é melhor que... É que era... A gente reflete exatamente isso por causa disso.
Então assim, se a progressista... Você é de uma licidade nunca vista aqui na firma, em nenhum lugar. Progredir antes do perfeito. Então vai indo, gente. Vai ajustando no meio do caminho. E lógico, dentro de um limite, aceitável. Mas isso é super importante. Você precisa... Let it go, né? E se for normal. Eu tenho esse problema, sabia?
De da busca da perfeição. Não sei se é um pouco doido. Eu sei que você é taurina também. Eu sou taurina. Ah, eu sou taurina. É o conforto e a busca de ser perfeito o tempo inteiro. Eu entendi. E o Júlio sempre me fala essa frase. Alex, feita é melhor que perfeito. Hoje eu compreendi essa frase. Quanto tempo demorou em Alex?
Demorou. Pra mim demorou bastante também, porque evitar o erro a qualquer custo me fez errar muito mais, né? Nossa, a gente evitar o erro a qualquer custo é cruel demais com você mesmo. É muito cruel. Quando eu via o meu líder errando mais do que eu, e às vezes delegando o erro também, e lá na frente, na reunião dos diretores, jogando a culpa na equipe.
E o cara sobrevivendo, e hoje eu como consultor vejo, vários diretores incompetentes e emocionais, de ao invés de refletir com o grupo, ver aonde tava o erro, não apontar o dedo, porque der no erro de um, é o erro do grupo, né? Muitas vezes, porque se você tá trabalhando em equipe, você ou te vê falhando ou no caminho errado, eu vou te ajudar ou eu vou te questionar pelo menos para que a gente gere uma discussão produtiva e encontre, ou faça você refletir, né?
E tem algumas que eu tive uma pessoa que eu trabalhei também, que eu gosto muito dela, e ela me falou também, é legal você ter líderes que não são bons, porque ele te forma como uma líder do que você não quer fazer. E quando você tem líderes bons, você sabe, eu quero ser assim, então o que você tira disso? Ah, você tava falando e acho que tem outro gancho que me fez pensar que é muito legal, você fala, ah, tem o erro, tá? Em vez de queimar, posso ir lá e dar um feedback.
A gente receber um feedback de, putz cara, você podia fazer isso diferente, se você tá aberto para a vulnerabilidade, isso é tão precioso. Se uma pessoa vem te dar um feedback de, olha, faz diferente, por causa disso, disso, disso, que você vai se dar melhor, ela tá realmente cuidando de você, não dá feedback de onde você não é bom, ou de onde você pode melhorar, é quem realmente não quer te ver crescendo.
Pode se pegar, sim. Só que você precisa estar aberto para falar, putz, eu quero ouvir onde eu quero melhorar, e daí de novo vou entrar na vulnerabilidade, tal, tal, tal, mas é um privilégio. Eu vou pegar o seu presente e fazer o reconhecimento com algumas colegas de bancada, é nosso produtor também, colegas de bancada lá, Maurício.
A gente começou essa jornada, pessoal, e dedica, né, a gente tem que dedicar muito para chegar nesse ponto, nesses conteúdos. Tempo, treta, escuflitos. E eu ia falar disso, a gente teve um momento aqui muito rico, e é por isso que eu sou grato, é um momento gratidão aqui na firma. Gratilus. Gratilus, assim? Ninguém nada.
Gratilus, né? Gratilus, já necridorado. Agora um momentinho, assim, todo mundo vai... Ah, não posso ser, mas, gente, é momento, a gente já gosta de vinte, porque a gente tava no momento de cansar somental, a gente não tava performando melhor, e a gente querendo entregar pra vocês aqui um conteúdo nosso melhor, né, no dia a dia aqui, e eu não tava performando bem.
Não tava no mundo legal, cheguei no momento que as coisas não tavam incompatível. Chacras desalinhadas. Chacras desalinhadas. Eu te consegui tocar aqui, vocês não vão nem perceber aí, viu, pessoal? Você não percebeu? O número do episódio é... Você percebeu, fala, Julio, percebeu o entire episódio e tal. Não, mas de verdade, aqui chegando no ponto crítico, é...
Todo mundo olhou um pro outro, e o Alex tomou a liderança de falar, pessoal, vamos, vamos todo mundo sentar aqui, a Marcialé, tipo, você é conversar. E cada um foi dando um feedback pro outro, e grande parte desse problema vinha de mim. E eu consegui ouvir, me incomodou no começo, no primeiro dia que não foi direto, no segundo dia ele percebeu, e a gente conectou, e cada um deu um feedback pro outro.
Cara, foi um... Como é que chama esse momento que é... Não é transformador, tem um nome esquecido da palavra, mas tudo bem. Epifania? Quase uma epifania coletiva aqui, mas que, cara, elevou a firma 2.0 na segunda temporada. A vida como ela é, hein? A vida como ela é. Então, cara, pegando o seu ponto, a vivência, e sou grato a vocês, meus amigos, por quê?
Por conta disso, de um momento que eu aceitei, refleti, a gente chegou. Um exemplo caro do antifragio aqui pra firma, né? Voltou, teve o problema, né? Tive o problema, voltou, e quando voltou, voltou expandido. Eu acho que vocês não passaram por isso de novo, e se vocês passarem, vocês vão passar com um comportamento diferente, né?
Voltou melhor. E a gente só assumindo, né? Só assumindo, hein? Não, e tem muita vez também com essa questão da matoridade, e apesar de que eu não gosto, mas que já tá meio vencido, né? E da inteligência emocional, né? Porque não adianta, não é todo mundo que tá preparado, não é momento pra falar, tem que saber da feedback, é bem complexo essa questão do feedback.
Mas essa conversa, não só a feedback, a conversa, ela precisa existir. E não só no mundo profissional, né? Como também no mundo pessoal. Com certeza. A gente fala ainda mais. Não, fala muito, né, gente? Temos aqui pra aprender. Podemos falar de falhas, Bodiná sala ou não? Vamos pro Bodiná sala. Bom, Bodiná sala já diz tudo, né?
Pode na sala em relação à temática que a gente tá discutindo aqui. Tem alguma coisa que fala, meu... Eu tenho uma, posso começar? Vou começar, vou começar. Essa hipocrisia, né, do post lá, do, ah, eu errei, agora deu certo. Às vezes, esse erro não deu certo, beleza, né? Às vezes, esse erro não funcionou. Aí vai lá, escreve um texto bonito, Leolinha, que a gente, eu errei, mudei o ciclo, e agora eu me encontrei.
Caramba. Essa hipocrisia me irrita um pouco, assim. É o... Porque é um pouco da positividade tóxica. A positividade tóxica, o timismo, né? Isso pra mim é um bode, eu fico bodeado, me irrita muito também. Só de ouvir falar e lembrar também me irrita. E não julguem a gente e não leve a mal isso. Às vezes, é uma reação que você tem, é uma forma que você acredita ser positiva.
Mas acho que tem uma forma mais sincera com você mesmo, que é de novo, incorpora o aprendizado. E se você quiser compartilhar, fala da jornada. Não fala que você transformou isso, é uma coisa... Eu falo, cara, que... Porque eu... Mas esse discursinho da jornada também, pra caipar, tá ajuda também, é zoado mesmo. Não, mas cara, fala o que que gerou o problema.
Fala que você tá com problema, cara, eu não falo, internaliza, sabe? É, eu não falo, não precisa mostrar tudo na rede social também, né? Eu posso falar, acho que pode ser um bode também, o approach, como eu vou fazer aqui a Dória. Eu esqueceu de falar, a gente foi direto, a porteira tá aberta, o bode nunca tá sozinha. Ficou e tarde dele, né?
Não, chama, chama, tá o Prima, irmãozinho, banda virrê. Adore. A gente vai lá nas redes sociais pra mostrar, aprender, etc. É, isso fácil fazer, né? Porque é a dinâmica ali da rede social. Você parar pra pensar, refletir. E o que que eu realmente posso fazer é diferente. E às vezes conclui, putz, realmente foi muito, muito, muito ruim.
O que eu aprendi é que eu fui muito ruim, eu tô aqui pra começar, tipo, dos anos... Baita aprendizado, pô. Baita aprendizado? Pensar dói. Pensar dói. Pensar dói. Colocar lá na media social é... É fácil. É fácil, bonito, vou colocar aqueles vídeos ali, pra lá, pra lá. Pensar dói. Dói bastante. E refletir sobre a gente também, nossa, daí, a gente não é educado pra isso, né?
Como humanidade. Eu vou puxar meu bode do Natália, porque... O que? O que... Porque tem a ver. Eu acho que tem muito... Pra trazer a minha da sua nossa bote. Eles vieram de colarzinho, assim, um ligado no outro. O como você reage ao erro dos outros, tem muito mais a ver com você. Do que com o erro em si da outra pessoa.
Então, pegue o espelhinho. Pô, tá aqui, paga, pagou a terapia toda. Já ganhou... Ganhou o certificado, passou, não precisa mais. Foi Freudiana agora. Você tem horário hoje? É, tô com a gente derrotada. Você é de 16 com a firma. Firma, firma, tá esmandilha aqui. Tá, velho. Parabéns, achei muito legal, de verdade, tá? Cara, pra mim eu vou deixar uma frase aqui, eu tinha anotado quando eu tava construindo o roteiro.
E depois que eu te discutiu aqui, ela tá fazendo mais sentido. Às vezes eu gosto dessa minha criatividade louca aqui, que é... A criatividade louca, me tocando. É, porque cara... Dinâmico. Eu não deixei, eu não deixei, rapaz. Dinâmico, é. Fazia sentido no começo, eu não tinha muita certeza não. Mas agora o cachorro já acalmou.
Não temos certeza nunca. A vida não atrasa, ela só espera você se tornar alguém que aguenta o que pediu. Depois eu... Não é que eu sou Freudiana, gente. Eu vou demorar um dia pra processar essa frase. Ele vai entender. Eu vou entender ela direito. Até que o traduz é pra você, né? Eu preciso, a gente tem que deixar no ar algumas coisas às vezes.
É. Bem profunda. Porque você pede pra você ser melhor. Você pede pra entregar mais. A gente sempre tá régua lá em cima. Só que a vida passa, meu amigo. O tempo passa. Ela tá só esperando você tomar uma decisão. E se você é resiliente ou anti-fragio, você passa pela vida de um jeito mais leve. Porque você tá entendendo as coisas que você não pode mudar e navegando dentro delas.
Legal. Uau! Brincadeiras à parte, meu. Brincadeiras à parte, minha amiga. A gente nunca terminou o episódio. Eu tô sincronicidade. E com uma mensagem tão sincera e tão honesta, cara. Tô explodindo. Explodindo. Alegrias de verdade. Calma, Júro. A sua tá cheia. Não, porque, cara, foi a pauta que me pegou aqui, galera. Foi legal.
Foi muito, muito bonita. Eu adorei a conversa também. Ah, eu poderei. Uma coisa maravilhosa. Eu tinha certeza que ia ser bom. Já participou de Orque Jop junto, trabalhando e cara, muito foi muito legal, viu. Vivei em seu espetacular. Muito obrigado. Olha que a parte espiritual agora. O universo conspirágio pessoal. Quando a gente anda.
Os astrocialiam. Os astrocialiam e vem. A firma terminando mais leve hoje. Espero, esperamos ter passado tudo essa sensação aí pra vocês, doutor, a da câmera, pra vocês aí no metaverso. Porque mesmo distante pelo digital, a emoção ela é transmitida. Eu vou abrir meu coração de novo. A gente faz o coração simples. Já está agora na presença.
O coração aqui e para toda a geração. Para toda a geração. Para todos os seus. Para todos os seus. Muito legal. Obrigado, metade, por você ter vindo. E vem sempre. Muito obrigada. A gente eu adorei, de verdade, começar com vocês. A durei experiência, o tema. As portas do começo que eu falei, né? E a pisaio daqui aprendendo várias coisas.
E nós também. A gente sempre aprende. Toma o bom. Esse foi mais um episódio do Afirma. Se você gostou da conversa, segue o canal no seu tocador predileto, comenta, compartilha. Senta o dedo no like e fique ligado nos próximos episódios. O Afirma é uma produção do Estudio 1338, direção geral do Maurício de Paula. Trabalha os técnicos Camila Guiar e Diego Notar Nicola.
Até o próximo episódio. Valeu, até a próxima. Até a próxima, pessoal. Até aí.



