Temporada 1 · Episódio 01

    Sem fórmula. Sem guru.

    Apresentado por Marcela Sperduti, Maurício DePaula, Alex Fornazari e Julio Mello. Duração: 29 minutos.

    Capa do episódio Sem fórmula. Sem guru. do podcast aFirma

    Maurício, Marcela, Alex e Júlio apresentam o primeiro episódio da aFirma, uma conversa sobre o momento atual do mundo do trabalho, entre excesso de conteúdo, modelos em transformação e dilemas cada vez mais complexos.

    Transcrição completa do episódio5.123 palavras+

    O respeito é bom e eu gosto. Então... Por que uma das coisas que a gente não aguenta mais é essa galerinha que efetivamente não teve nenhum tipo de vivência dentro das companhias. Tem muito conteúdo superficial hoje, né, Tanex? É um colapso, isso aqui acho que a maior doença da humanidade, pessoal, que nós estamos vivendo hoje.

    O que você já foi o difícil. É, o que você já foi o difícil, você nem se ligou que você era o difícil na equação. A gente tá vivenciando o momento que é meta acima de meta. O modelo organizacional, ele também está sendo revisto, porque ele não vai funcionar daqui para frente. Um mundo tancioso, economia da atenção, drenando, a gente tá raso.

    Chega de guru, chega de influencer, é que a certeza é só construída através da prática. Olá, sou Maurício de Paula, diretor de criação e diretor de fotografia. Olá, eu sou Marcelo Esperdute, consultor e comunicadora. Olá, eu sou Alex Fornazari, sou consultor e executivo. Olá, eu sou Júlio Gomes, consultor, treinador e facilitador.

    E essa é a firma, uma plataforma de conversa sobre gestão, comportamento, carreiras e o mundo dos negócios. Aqui a gente parte de experiências reais, dilemas do trabalho e diferentes perspectivas para tentar entender melhor como navegar tudo isso. Sem manual pronto, sem guru, sem influenciador, só troca, repertório e boas reflexões e perguntas.

    Como o primeiro episódio, o episódio de hoje, claro que vai ser o porquê estamos aqui, o que nos trouxe aqui e o que você vai poder encontrar de agora em diante quando seguir a firma, seja nos nossos conversas, seja na plataforma em si, vamos lá? Se você gosta de conversa sobre carreira, cultura organizacional, trabalho, mundo dos negócios, segue o canal, compartilha, comenta, segue os episódios e manda para alguém que goste do tema também.

    A gente vive um momento em que se fala muito sobre carreira, liderança, produtividade, mas muitas vezes de uma forma muito simplificada e ao mesmo tempo quando você olha para a realidade do trabalho ela é cheia de nuances, dilemas, situações que não cabem muito nesse discurso pronto. Foi um pouco dessa sensação que nasceu a ideia da firma.

    Queria começar aqui perguntando para vocês, para a nossa mesa maravilhosa, Lex, Marcela e Julinho, que vocês sentem falta de um espaço como esse? Eu acho que tem muita falácia de verdade hoje no mundo corporativo, no mundo dos gurus, dos influenciadores, falta muito pragmatismo, falta muito prática, falta muito caso e a gente perdeu uma das principais habilidades humanas, quer compartilhar, contar histórias, isso serve também como um propósito educacional para aprender com os outros, com os erros, com assertos.

    Então, o nosso propósito nasce um pouco disso. Vamos retomar o que a gente tem de melhor. Vamos trazer aqui reflexões que realmente agreguem, que ajudem as pessoas e que despertem nas pessoas essa discussão num outro âmbito. E a gente vai ampliando essa troca entre a gente e com todos vocês. É como o Julinho colocou, de fato essa coisa sem guru e distribuía a base do conhecimento na prática real.

    Aqui nos trouxe, o Julinho eu conheço mais recentemente, mal há muito mais tempo, o Alex também ano passado e quando a gente começou a conversar lá no Web Summit de Lisboa, a gente tinha também percebido essa coisa que tinha muita gente já no Web Summit mesmo, muita gente querendo falar e vender e pouca gente se escutando, pouca gente encontrando momentos para fazer de ponte, para como eu posso ajudar o meu negócio, o seu negócio, como a gente pode transformar as indústrias, a indústria.

    E acho que é mais ou menos isso aqui. Todos nós temos coisas parecidas, mas coisas muito diferentes. Temos vontade de trazer conversas para essa mesa, que podem transformar da ideia, pode causar discordância que é muito bom, o tal do fogo no parquinho é muito bom, né? Acho que é o que mais vai acontecer. É o que mais vai acontecer e depois a gente quer saber se vocês vão querer mais fogo no parquinho ainda em 100 diário, vocês preferem que a gente abaixe um pouco, mas só para voltar eu acho que é exatamente isso.

    Viar conexões, distribuir um pouco de tudo aquilo que a gente já viveu, mas também receber de quem a gente vai trazer aqui toda essa riqueza de repertório e tudo mais. Muito bom. Temos vários desafios, né? Porque é o que o Julinho falou, tem muito conteúdo superficial hoje na internet. Eu gosto muito de consumir conteúdo de podcast video, eu quero que você tenha difícil de encontrar um conteúdo legal que você consiga ouvir semanalmente.

    Então esse conteúdo aqui foi criado para você que está trabalhando em uma empresa, que está acendendo na carreira, que ocupa uma posição de liderança, que quer ocupar uma posição de liderança. Que está em transição de carreira também. Que tem transição de carreira, que quer virar um empreendedor, por que não? Porque não.

    E os desafios aqui é a gente obviamente traz essa mesa maravilhosa com um monte de repertório. Se for somar aqui o tempo de transformar... Não faça matomática. Não, não. Se for somar, mas vai dar muito tempo, muitos anos de carreira, de experiência, de casca grossa. Então berando quase duzentos anos. Teve gente que bateu na mesa e quebrou a mesa, mas eu não quero comentar sobre isso.

    Agora você vai ter que acompanhar no pra ver onde é que está essa história. Cada uma viu que a gente escuta. Teve um... A gente quebrou o pau para discutir a pauta. O que a gente vai falar? A gente trouxe gente incrível, vários convidados com uma experiência maravilhosa e com conversas. Aqui a ideia não é ficar botando um modelo manual, playbook.

    Aqui é conversa. E aqui é também fogo no parquinho, polêmica, opiniões que podem nos cancelar. A ideia é que a gente está sentado em casa conversando e trazendo o conteúdo de uma maneira leve para vocês. Uma coisa muito importante é todo mundo sair do próprio silos também, né? Que seja, trabalhei no varejo em operações, trabalhei só com vendas, trabalhei com comunicação.

    A riqueza que, justamente numa firma, você traz com todos os departamentos. É isso. A melhor troca às vezes não vem de pessoas que têm exatamente a mesma opinião que a gente ou que viveram as mesmas coisas que a gente. Acho que nesse mundo polarizado, principalmente, é muito importante trazer essas conversas mesmo de uma forma leve, porque chega de briga e tudo mais.

    A gente quer ressignificar o debate aqui. Perfeito. Eu gostei disso. É um debate significado. A gente quer trazer isso de uma forma distinta e diferente. Quer falar sobre as coisas que nós não falamos cotidianamente, o que a gente não pode falar com o colega ou com o parceiro de trabalho. Mas que, cara, tem que ser faladas, né?

    A gente não pode evitar alguns assuntos. Grandes assuntos desses a gente está cobrindo nos episódios aqui também, né? Exato. Esse é o ponto, né? Por isso que o nosso slogan é essa história de sem guru. Fala dois slogans, uma hora isso aqui é legal. Porque? Fala do afirma. A gente não aguenta mais essa galerinha que efetivamente não teve nenhum tipo de vivência dentro das companhias.

    Ele chegar e vamos falar aqui uma palavrinha, né? Que eu sei que o Alex gosta muito de usar o Kagarregra. Lá vem, lá vem. Kagarregra. Tem muito de Kagarregra. Um monte de Kagarregra. É um ser humano. Se preferir um Grimmings, um Grimmings, um Grimmings. É uma conta para esse 10. Exato. E aí, assim, você vê, são garotinhas, garotinhos, velhos que não têm a questão da base do conhecimento, não tem a vivência e não tem fórmula pronta, amigo.

    Essa história de que não vou fazer você crescer tanto na tua empresa, vou fazer você é o Instagram, é a tua empresa, é uma série de coisa e a gente vê que é uma conversa vazia. É uma falácia. Exatamente. No fundo, esse cara, ele está extremamente preocupado em vender o conteúdo dele, ou seja, quem vai ficar aqui, quem vai ganhar grana é aquele cara que desculpa falar mais.

    Mas vou polemizar para o outro lado da... Já que foi garotinhos e garotinhas, a gente vai falar muito em alguns episódios também sobre a questão do etariz. O que eu quero para a mesa, hein. Olha que ele quebra a mesa. É garotinhas e garotinhas de todas as idades, né. Exato. Nós temos que ler. É isso que eu falo garotinha e garotinha aqui.

    Eu não estou falando garotinha e garotinha por idade, é garotinho e garotinha por base de conhecimento. Sim. Não, conhecimento. Conhecimento. É conhecimento mais experiência. A gente vê que efetivamente as pessoas que estão vendendo isso não têm nenhum e nem outro. Ah, com certeza. Mas eu acho que a gente também, a gente quer muito que as conversas cheguem em todas os círculos, todas as idades e tudo mais, porque eu acho que também é uma coisa que eu vivi muito tendo feito a minha carreira na Europa, que é a questão do etarismo ali para o outro lado.

    Nossa, como assim? Você é muito jovem com menos de 30 anos para ter um cargo de gestão. Peraí, você para de fazer bullying comigo, que o etarismo é. Ele me respeita, porque eu sou mais velho aqui. Você respeita, é bom, eu gosto. Então, essa questão, eu me pegou muito, eu tive que, eu fui gestora, a primeira vez, bem mais jovem, mas era uma coisa que na Itália não é tão comum antes dos 30 anos.

    E vivi isso muito na pele e vivi muito algumas empresas europeias falando, mas a gente sempre fez desse jeito. Uma gestão antiga, uma liderança, não evoluiu com o tempo e não quer escutar as boas práticas, não quer ouvir nada que seja diferente do que já tinha sido acostumado. E como já falamos muitas vezes off record, as empresas são organizações viventes, cultura se movimenta e é normal que a gente tenha aqui e evoluindo.

    Gerar roda, isso. Gerar roda. Isso, o que a Marcella está trazendo é legal, porque a gente vai trazer contextos culturais diferentes. A Marcella tem uma vivência muito grande de Europa, o Júlio já trabalhou nos Estados Unidos, eu trabalhei em empresas locais, nacionais, familiares. O Mau é um empreendedor nato, tem um histórico de empreendedor e são pessoas com perspectivas diferentes, pontos de vista diferentes e que vão debater e trazer os assuntos aqui com o seu tempero.

    Sabe com um negócio interessante que eu estou aqui refletindo, né? E até uma pergunta aqui pra gente, nós que somos dessa, nós temos aqui acho que duas gerações e meia, né? Tem o Mau aqui que já está, mas é mais de 30 anos no mercado, eu estou há 30 anos, você deve estar por aí. 15. E amar 15, né? Não estou com as coisas ao longo dessa jornada, né?

    A gente está falando muito de um lado que tem que melhorar, mas a minha pergunta é, lembrança de você que vocês têm ao longo dessa jornada que foram coisas que te influenciaram positivamente a chegar aqui como um grande profissional. E agora que... Olha, legal essa pergunta, hein? Fala, Mar. Estou aqui pensando porque foram muitas coisas.

    Eu gostei muito de ser de uma geração que participou seja do analógico, seja do digital, mas o digital muito presente, quase como uma fabiatização, né? Por mais que eu tivesse 14 anos, vai, 15, foi uma coisa muito parte da minha vida, mas eu ainda lembro de toda a parte analógica. E isso pra mim fez muita diferença e também poder ter tido diálogos com gerações diferentes da minha e estar convivendo com a geração Z no mercado de trabalho, nos meus times, nos meus trabalhos, nos meus projetos.

    Você pegou a máquina de escrever, Mar? Peguei e eu escrevia diário na máquina de escrever, porque era do meu pai. Olha, que legal. Não que eu precisava. Não, eu precisava, eu gostava muito de escrever. Já tinha computador na época, né? Muito depois, exato. E em casa não tinha, só teve depois, mas eu gostava de fingir que eu era jornalista, escrevei indo com a máquina de escrever e ficar...

    E escrevia diário, claro. Eu nunca peguei máquina de escrever. Não? Caramba. Então eu tô me sentindo velho mesmo. Você é velho mesmo, mas aí isso é uma outra história. Eu fui só curiosidade. Outra coisa que a gente vai trazer aqui, que acho que é respondendo um pouco à pergunta do Júlio, a gente vai trazer história, né?

    Porque no final do dia, as histórias enriquecem o conhecimento, o conteúdo e a gente viveu tanta história, né? Eu tô puxando aqui na memória até das coisas que a gente vai gravar, os conteúdos que a gente já gravou. Tem muita história legal, algumas picantes, algumas engraçadas e respondendo à pergunta do Júlio, pra mim o grande ponto da trajetória toda foi a jornada.

    Foram as pessoas que eu conheci, foi o que eu aprendi, foi como eu me diverti. Eu podia estar mais rico hoje, sim. Mas tô feliz. Tô feliz de estar aqui, com essa mesa, com essas pessoas incríveis. Eu compartilho isso também. Então isso pra mim é o que vale. E pra mim, cara, acho que pegando um pouco do seu ponto também, Alex, eu tive duas pessoas ao longo da minha carreira, essa minha trilha do Mono Corporativo, que tiveram uma grande influência, fizeram uma grande diferença pra minha carreira, diretamente ou indiretamente.

    Foram líderes natos numa época. Peguei a transição digital. Então eu comecei minha carreira, era o começo da internet, era a transição, a internet descada era o começo de tudo isso. Meu Deus. E líderes robóticos. E os robóticos, como eu comprei. O primeiro Moderna 9600 ainda. Depois a gente explica isso pra vocês, pessoal.

    Mas esses dois líderes me marcaram muito porque me forjaram como pessoa, como profissional, né? E como líder. E eu vou separar essas três coisas. Porque principalmente o pessoal me trouxe muita referência, não se falava de inteligência emocional, mas a forma que eles conduziam situações complexas e difíceis, feedbacks duros, parecerem uma conversa natural e que me faziam refletir, era de uma sutileja, de uma inteligência que tirando esses dois eu não tive.

    Daí foram todos os outros exemplos bem negativos. Muito tapa na casa. E que eu acho que todo mundo viveu isso. Mas esses dois eu colocaria num pedestal, colocaria num ponto não só de inspiração e colocado em pedestal, porque se eles tiverem sentido a chance de treinar mais pessoas, com certeza, a empresa onde eu trabalhei, essas duas, esses dois momentos, eles, nós teríamos gerado uma grande gama de bons gerentes, de bons líderes.

    Essa primeira empresa até acabou gerando bastante pessoas, que hoje são colegas meus e que estão em cargos de liderança. Pode falar, fala, não tem empresa, Júlio. Vamos deixar que a turma vai saber que ainda. As exemplos a gente pode falar o nome. As histórias picantes a gente não fala. Tudo bem. Pessoal da Johnson e de Johnson ficou muito feliz de olhar no LinkedIn hoje.

    Também duas, três gerações que passaram ali, fiquei 15 anos lá. Pessoal em cargos de diretoria, de gerência assínio. Hoje tem muita questão do red, pessoas sendo espatriadas, porque era uma escola e era uma empresa acolhedora. Não era uma empresa conflitiva. Tenho líderes que eram mais persuasivos. Sem dúvida, pessoal era uma transição, tivei essa transição onde o líder era aquela pessoa com experiência só.

    A gente está falando, vocês vão ver muito a gente falar disso ao longo dos episódios, da experiência como base da liderança. Então, mas tinha muita experiência e pouca vivência com as pessoas, tá? Do com as pessoas, né? E hoje a gente chega finalmente no ajuste dessa equação. Então, o lado positivo do que me trouxe foi até aqui, foram dois exemplos de liderança que foi difícil aplicar.

    Foi o Mike Sherrett, que era um americano, que jogava o jogo como americano, mas que ele trazia uma pessoalidade, porque nos Estados Unidos, negócio e negócio, amizade, pouco. E o que é fora do escritório fica fora do escritório. Então é muito divididinho. Mas esse cara me recebeu bem, me fez fazer parte da equipe logo.

    Isso foi a que você foi espatriado, né? Foi, me atribuiu responsabilidades que eu mesmo não me atribuiria, mas que me forjaram. Então, foi um momento, acho que, muito lindo, assim, na minha carreira, ter convivido com ele. E o outro foi o Zev Sint, que hoje é presidente da Sher, que também era um cara bem determinado, persuasivo, mas de um lado construtivo.

    Ele tinha esse lado humano, mas bem técnico. Começou como professor, começou como gerente lá na Diança. Hoje está presidente da Sher, foi presidente da Diança também. Então, são duas pessoas aqui que eu fico orgulhoso de compartilhar e espero que vocês assistem esse episódio, porque é uma homenagem também a vocês, essa lembrança.

    Nós vamos falar via de regra de humanos, né, gente? De relações humanas, né? Não temos nas nossas discussões em geral também, tocado muito na questão de inteligência artificial e de muitas coisas, né? A gente tem falado muito do humano. Eu vou puxar vocês aqui de novo. Se deixar nós vamos ficar aqui na sua história. Do caminho, do caminho da luz.

    Caminho da luz. Eu queria que vocês colocassem um pouquinho aqui para a galera. Quem vai se identificar aqui com a firma? E para quem é esse bate-papo? A nossa proposta é que todo mundo que trabalha em uma empresa ou que quer empreender ou que virou empreendedor recentemente, seja nossa audiência, porque a gente vai trazer histórias reais, conteúdos que conectam com essas pessoas.

    Certo, Marcela? Todo mundo já foi analista ou quando você começou a empreender, a gente, né, o mal começou a trabalhar muito, muito cedo com o pai dele, que ele vai contar em alguns episódios também, mas a gente sabe conhecendo ele. Muitas dessas coisas, como é que a gente amadureceu os tapas, que a gente tomou as coisas certas que a gente fez.

    Então dá para se conectar com certeza. As erradas que a gente aprende muito. Então, mesmo para quem seja analista, querendo crescer na carreira ou para quem, como eu acabei de passar por uma transição de carreira, todo mundo aqui já está empreendendo, sendo consultor. Tem muitas possibilidades, tem mil formas de preparar esse nestão aí.

    É, e o que a gente quer aqui, né, a gente quer realmente trazer um pouco da realidade e do realismo do mundo corporativo, né, e organizacional, porque às vezes você não está no corporativo ou ser empreendedor, para que vocês se inspirem, né, para que vocês também reflitam. E vejo que, cara, não é uma coisa particularmente acontecendo com vocês.

    Então, o nosso objetivo realmente é usar um pouco da nossa experiência, das nossas vivências e dos nossos convidados aqui também, para nos aproximarmos de vocês, né, para começar a nos falar sobre aquilo que normalmente não falamos. Ou seja, a gente vai trazer aqui, são histórias reais. Ele serve tanto para quem está no início de carreira, para quem lidera ou quem quer liderar, também para os diretores.

    Claro. Em uma questão de atenção. Liderança. Exato. Exato, né. Gestão, ou seja, de entender que afirma, né, o mundo corporativo mudou. Sim. Quais são as pautas da primeira temporada? Tem um monte de pauta legal aproveitando esse gancho. O que a gente vai falar? Vamos falar de liderança. Liderança vai falar muito, né, a gente falou muito de liderança.

    Assunto real de temas, né. É o assunto mais transversal de todos os episódios. Costura tudo. Costura tudo. Trabalhar com gente difícil. Trabalhar com gente difícil é legal, hein. Esse é bem legal. Esse é a pauta legal. Diversidade, é cuidada, inclusão. Diversidade, é cuidada, é cuidada. É maravilhoso. Conflito geracional.

    Generalista versus especialista. Tem a que a gente também. Só coisa legal, hein. Tem bastante. Só assunto aí para ser tratado. Só coisa legal. Propósito. Propósito. Propósito. CNPJ versus CLT. Será que uma coisa anula outra? Ou será que elas podem conviver? Nós estamos aqui, né. E temos outra também. Qual? Cultura organizacional e modelos de trabalho.

    Crios híbrido, remoto, presencial. Vocês que estão nessa confusão agora, a empresa voltou, homófise vai ser agora do presencial. A gente vai falar um pouco sobre isso também, né. E o que isso diz sobre a cultura da empresa? Na empresa. Boa. E óbvio que assim, esse espaço é para te ouvir também, porque a gente quer que vocês opinem que vocês coloquem aqui quais os próximos assuntos que a gente deve trazer para a segunda temporada.

    Então isso aqui, como a gente coloca, é um espaço de troca de ideias. Quer dizer, aqui ninguém, você mais... Vá, e contundente. Contundente. É, porque ninguém tem certeza, ou seja, a gente tem um pouco de experiência, mas ninguém tem certeza de absolutamente nada, né. O Mau, vou pegar esse ponto, cara, porque acho que é isso.

    Quando a gente fala de chega de guru, chega de influencer, é que a certeza, ela só é construída através da prática. E a prática, ela só, ela leva você ao que? Não só ao amadurecimento, né, mas a construção, a moldar você como um profissional e como um ser, né. Então, eu acho que trazer um pouco dessa prática, dessa realidade, desculpa não, da prática, vai ajudar também vocês a criarem também confiança, vocês trazerem os seus pontos para que a gente possa dessa maneira ampliar essa discussão baseada em fato.

    Chega de falar sobre o quê? Vamos tratar do como? Exatamente, chega de falar dessa coisa de como você tem que fazer. E acho que a gente tem que desmistificar também alguns termos, alguns termos. Inclusive a gente quer trazer temas que muitas vezes são muito espinhosos, polêmicos, etc. Difícies de ter um corpo para tratar, porque tem como vocês vão ver em alguns episódios da temporada, desmistificar o falar de privilégio, ao falar de meritocracia, ao falar de muitos conceitos que às vezes as pessoas têm medo de falar, principalmente no ambiente corporativo, e mostrar que, com um bom diálogo, muitas coisas boas e construtivas podem ser feitas em todas as empresas.

    Legal, mas a gente aborda esse de um ponto mais pragmático também. Pragmático, mas é pragmático. O que que sai da conversa, hoje, para você que está ouvindo a gente? Como é que é acionável aquela coisa? Exatamente. Não é acionável, como a gente pode fazer a diferença? Doas das pautas que são super práticas e que a gente tem dificuldade de falar, uma é diversidade, adequidade e inclusão, que vai ser uma pauta muito legal, porque nós temos medo de tratar isso, porque nós tratamos isso de uma forma, não só estratégica, como é que não incorpora isso no dia a dia?

    E uma outra também que eu acho muito importante, que ninguém ensina a gente, é como trabalhar com pessoas difíceis. Eu aposto que vocês já trabalharam com alguém difícil. O que você já foi difícil. Ou que você já foi difícil, você nem se ligou que você era difícil na equação. Acontece, né, como é que é? Erraram, mas acontece muito.

    Outro desafio, só um desafio importante também que vale a pena, comentar. Uma hora você falou, é uma troca, a gente precisa saber o que funciona, o que que não funciona. Temos um desafio grande, porque como vocês estão vendo, são quatro pessoas que gostam de falar, se deixar o ponteirinho vai e te gravam uma hora. Em Saipau, hein.

    Em Saipau, depois tem que editar. Então se você tiver uma sugestão, compartilha no comentário, ó, conteúdo mais curto, pode ficar um pouco mais longo, porque no final do dia é você que a gente quer que ouça o nosso conteúdo e se inspire com o nosso conteúdo. É isso aí. Bom, vamos lá pro elefante na sala. Aí a Maco não colocou isso aqui, eu queria saber por que veio o elefantinho na sala.

    Por que é aquela coisa? Você está vendo que tem uma questão gigantesca na sala, todo mundo está vendo e ninguém está falando sobre ela. Vai ser um bloco isso? Ela e esse pelo menos a gente está colocando no primeiro, mas também tem aquela opinião que pode me cancelar, que são acho que afins. É afins. São afins. O elefante na sala está todo mundo vendo aqui e ninguém fala nada.

    E o que que está todo mundo vendo e ninguém está falando? Bicho, vamos lá. Nos dias de hoje. De desafio nas relações trabalhistas, nas relações das pessoas, na convivência corporativa. Eu vou colocar então o elefante na sala que eu tenho visto nas empresas, tá? O misguidance, a liderança atrapalhando no dia a dia das pessoas.

    Então existe um processo. Eu tenho visto muita empresa multinacional. Maiorias das empresas, pessoal, trazer um fato aqui para vocês. Estão revisando as suas estruturas organizacionais. O modelo organizacional, ele também está sendo revisto, porque ele não vai funcionar daqui para frente. A pauta principal dessas multinacionais hoje está fundamentada na simplificação.

    O simplificação quando eu falo para vocês que vem na cabeça. Cortar processo, cortar pessoas. Mas não é só isso, tá? Isso é aquela agenda de Downsigns, em lá da década de 80 e de 90. É como você tornar as organizações ágis. Só que a liderança não está preparada. A liderança ainda trabalha muito na indagação, no micro management.

    Ao invés de liderar a agenda, de liderar o objetivo. Colocar propósitos nesses encontros anuais, essas diferentes reuniões de alinhamento entre liderança e os gerentes. Então o papel da liderança amplia muito o sucesso dessa nova organização. Só que não está acontecendo. O descompasso é simplesmente em todas as organizações.

    Necessidade de agilidade e simplificação. E por outro lado, complexidade que está gerando muito mais trabalho. Então nós estamos vivendo um momento de uma transição gigante. E as empresas não estão preparadas. Esse é o elefante que eu vejo na sala hoje. Ou seja, um dos pontos até aqui que a gente colocou é a tal da pressão invisível.

    A gente está vivenciando o momento que é meta acima de meta. Até onde isso é sustentável. E pressão invisível de estudar sem parar. A gente sempre fala muito de aprendizagem contínua, que é uma coisa muito importante para o ser humano, para o nosso cérebro. Mas de novo, o que? Como? Qual o ritmo e para qual direção? O grande exemplo que a gente está cada vez mais, as pessoas estão no índice altíssimo de burnout.

    Claro. É, burnout em cedade. Esse é o elefante na sala. O fomo. Esse é um... Uma manada, né? Uma manada. Exato. Todo mundo ansioso, né gente? O mundo está ansioso, a economia da atenção, drenando as pessoas. A gente está raso. Eu acho que o algoritmo está matando a gente. E está gerando e está contribuindo para esse momento.

    É um colapso. Só que acho que a maior doença da humanidade, pessoal, que nós estamos vivendo hoje. Eu fico brincando, está muito amigo psicólogo, né? Porque por muito tempo teve desafios para desenvolver sua empresa, tal. Hoje vai faltar psicólogo nos próximos anos. Porque a tecnologia veio para livrar a gente. Mas está nos tornando refém.

    Desse lado sombrio que a gente está sendo exposto e está vivendo. E a gente fala, a gente vive, mas pouco se faz, né? E a grande questão é como é que isso impacta a nossa vida no trabalho, né? Acho que é isso ao ponto. Como é que a gente aterrisa isso no nosso dia a dia, na nossa vida profissional, né? E essa aterrisagem é complexa, porque apesar das empresas terem programas, apoio e tudo mais, ela está trazendo uma solução para causa, mas não por problema.

    Então, você está falando das metas invisíveis que você colocou, né? Por que não tem metas claras? Por que a gente vive de mês em mês nas corporações? Será que a gente não está conseguindo planejar bem? Ou será que tem outras coisas que estão impactando o nosso planejamento? Então, são indagações que elas começam a resposta através das pessoas, né?

    Então, a gente tem hoje acesso a dados e informação. Temos as pessoas, né? Temos as ferramentas. Mas para gerar inteligência, ela pode ser até artificial, né? Mas para gerar inteligência para a ação, para a gente definir metas para planejar, a gente precisa das pessoas, voltando à nossa questão da humanização das corporações de novo.

    E esses assuntos que eles vão... ele vai voltar à pauta e à tona com muita mais frequência, porque todo mundo está vivendo isso hoje com maior ou menor intensidade. Mas a gente vai falar um pouco também de ego, de poder, que faz parte do jogo corporativo, né, gente? Não vamos dourar a pílula aqui, botar um frame cor-de-rosa, porque não é cor-de-rosa, né?

    Via de regra. Então, tem ego, tem poder e como é que você que está ouvindo a gente consegue navegar nesse mundo sem se estressar muito, né? Porque se se estressar, você vai. Você sabe que eu já ouvi muitas vezes... Eu vou mentir para o senhor, tá? Vai estressar. Eu já ouvi muitas vezes do que... o problema das empresas são as pessoas.

    Total. Total. Bastante coisa, hein? Bom, gente, eu queria agradecer aqui, eu acho que a gente deu uma introdução para aqui, caminho que a gente vai seguir. E tem muita coisa legal. Alex, muito obrigado. Marcela. Bora. Julinho. Do amor. E esse foi o primeiro episódio da firma. Já no próximo episódio, a gente já tem convidados para falar aqui com a gente.

    Então só ferem. Exato, ou seja, então a gente tem um revezamento aqui. E se vocês gostaram já desse episódio, não esquece de colocar ali, ligar o sininho, botar um like. Comenta com a gente. Comenta, manda para os amiguinhos, amiguinhas, colegas, etc., que com certeza vocês sabem que vão gostar desse conteúdo. Se inscreve no canal.

    Se inscreve no canal e nas nossas redes sociais, vamos estar todas aqui embaixo. A firma Talks. A firma Talks não percam os próximos episódios. O A firma é uma produção do estúdio 1338. A direção geral é do Maurício de Paula, esse cara que está aqui sentado do meu lado. Os trabalhos técnicos são do Diego, notar Nicola que está ali atrás e a gente se vê no próximo episódio.

    Valeu. Valeu galera.

    Episódios relacionados